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A exposição Vivian Maier – Antologia já está patente no Centro Português de Fotografia, onde pode ser visitada até 30 de agosto. A mostra reúne mais de 140 imagens da fotógrafa norte-americana Vivian Maier e está aberta diariamente, entre as 10h e as 19h.
Apresentada como a maior exposição de Vivian Maier em Portugal, a antologia percorre diferentes vertentes do seu trabalho, incluindo retratos de adultos e crianças, fotografia a preto e branco e a cores, composições mais formais e um núcleo dedicado aos autorretratos.
Nascida em 1926, Vivian Maier produziu durante décadas um vasto conjunto de imagens, sobretudo em cidades como Chicago, Nova Iorque e Los Angeles, mas o seu trabalho só foi descoberto em 2007, após o leilão do espólio onde estavam guardados milhares de negativos e fotografias. A divulgação online, dois anos depois, viria a impulsionar o reconhecimento internacional da autora.
A exposição, que já passou por cidades como Viena, Berlim, São Paulo e Seul, chega agora ao Porto numa iniciativa promovida pela Terra Esplêndida em parceria com o CPF.
Lê aqui a entrevista de Anne Morin, curadora da exposição, à Cultura FNAC.
https://cultura.fnac.pt/atividades-e-exposicoes/entrevista-anne-morin/

Nuno Markl, conhecido pelo seu gosto assumido por objetos invulgares e cultura geek, prepara-se para dar um novo destino à vasta coleção que acumulou ao longo dos anos. O humorista vai transferir parte significativa das suas “tralhas” para o Cine-Teatro Turim, em Benfica, onde nascerá um espaço aberto ao público com entrada gratuita, previsto para inaugurar em setembro.
A iniciativa resulta de uma parceria com a Junta de Freguesia de Benfica e surge numa fase de reorganização pessoal. Markl explicou, na rubrica “O Homem que Mordeu o Cão”, da Rádio Comercial, que a decisão está ligada à necessidade de libertar espaço em casa, após ter sofrido recentemente um AVC. “Continuo a adorar estas coisas nerds, mas chegou a um ponto em que preciso de espaço, até para a cadeira de rodas circular ou simplesmente para andar sem receio de cair”, referiu.
Em vez de se desfazer dos objetos, o radialista optou por encontrar uma solução que permitisse partilhá-los com o público. A ideia passou por recriar fora de casa a mítica “Cave do Markl”, frequentemente mencionada pelos fãs. “Tenho uma coleção inacreditável de coisas”, sublinhou.
O novo espaço promete reunir “nostalgia, curiosidades e provavelmente objetos cuja utilidade ninguém consegue explicar, mas que todos vão adorar ver”, segundo Ricardo Marques, presidente da Junta de Freguesia de Benfica, que destacou ainda o carácter especial do projeto: “Muito em breve, a Cave do Markl vem para Benfica e vai passar a estar aberta ao público, gratuita e com tudo aquilo que promete.”
arminho lidera nomeações dos Prémios PLAY

A fadista reúne quatro nomeações — Melhor Artista Feminina, Melhor Álbum, Melhor Álbum de Fado e Prémio da Crítica — graças ao disco Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir, editado no ano passado.
Logo atrás surgem Vizinhos e Napa, com três nomeações cada. Ambos concorrem nas categorias de Melhor Grupo, Artista Revelação e Canção do Ano. Também os Calema somam três indicações, incluindo Melhor Álbum e Melhor Grupo. A lista de nomeados inclui ainda nomes como Plutonio, Bárbara Bandeira e Gisela João, num alinhamento que cruza diferentes estilos e gerações da música nacional.
Criados em 2019, os Prémios Play distinguem anualmente a música portuguesa e lusófona e são promovidos pela Audiogest. A cerimónia será transmitida pela RTP.

O acervo de José Mário Branco, um dos nomes maiores da música portuguesa do século XX, vai passar a estar acessível ao público através de uma nova plataforma digital.
A iniciativa é desenvolvida pelo Centro de Estudos e Documentação José Mário Branco – Música e Liberdade e reúne milhares de documentos — entre textos, gravações e imagens — que ajudam a traçar não só o percurso do músico, mas também várias décadas de vida cultural e política em Portugal.
“É um arquivo muito rico em termos de conteúdos, que achamos que interessam não só a pessoas que queiram trabalhar sobre música, mas também sobre outros aspetos da vida cultural e política dos últimos 60/70 anos”, explicou à Lusa um dos curadores do centro, Ricardo Andrade, citado pelo PÚBLICO.
A plataforma, acessível online, procura respeitar a lógica original de organização do próprio artista. Segundo os responsáveis, a intenção é “espelhar na íntegra” a forma como José Mário Branco estruturou o seu arquivo, permitindo ao utilizador navegar pelos documentos no seu contexto original — desde apontamentos de trabalho até reflexões sobre discos e espetáculos.

Lisboa prepara-se para acolher a primeira edição do Shh! Film Fest, um novo festival que propõe uma experiência híbrida entre cinema e concerto. O evento decorre de 15 a 19 de abril, na Casa da Mully, em Alvalade.
Durante cinco dias, o público é convidado a revisitar clássicos do cinema com uma abordagem diferente: cada filme será acompanhado por uma banda sonora original interpretada ao vivo, sincronizada com as imagens. A proposta passa por dar nova vida a obras com mais de um século, fazendo-as “soar” como se fossem contemporâneas.
A programação inclui 21 sessões e combina títulos incontornáveis da história do cinema com propostas mais recentes. Entre os destaques estão Nosferatu (1922), Sherlock Jr. (1924) e The Kid (1921), a par de obras como O Mundo Perdido (1925) ou Viagem à Lua (1902). Há ainda espaço para criações contemporâneas, como Quer de noite, Quer de dia (2026), de Zenha Preto.
Cada sessão contará com um artista diferente responsável pela componente sonora. O cartaz reúne nomes como Inóspita, luto, Vicente Pechorro, Sofia Leão, Pedro Antunes, A Sul, Janrik, Ricardo Martins, João Brito, CONTRA, Ensemble Contrafluxo, URTIQA, Raimundo, Vanessa Benito, Inês Pintassilgo e Davide Lobão, num alinhamento que cruza eletrónica, jazz, noise e improvisação.
O arranque está marcado para 15 de abril, com sessões de O Mundo Perdido e 20 mil léguas submarinas. Os bilhetes variam entre os 5 e os 7 euros por sessão, estando também disponível um passe especial — limitado — que permite assistir a cinco sessões por 25 euros.