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Agosto aproxima-se e, com ele, as festas de aldeia, as noites longas e as músicas que atravessam gerações. É também esse o cenário de Orquestra, o mais recente romance de Miqui Otero.
O escritor deixa Barcelona e leva-nos até Valdeplata, uma aldeia galega inventada onde diferentes gerações se encontram durante uma noite de festa. Com a Música como narradora, Orquestra cruza memória, raízes, conflitos e histórias de quem partiu e regressou. Foi sobre este universo que conversámos com Miqui Otero durante a sua passagem pelo Correntes d'Escritas 2026, na Póvoa de Varzim.
O QUE TENS DE SABER:
Miqui Otero nasceu em Barcelona. Romancista e jornalista, é também professor de Literatura e Jornalismo.
Estreou-se no romance com Hilo musical, em 2010, distinguido com o Prémio Novo Talento FNAC. Seguiram-se La cápsula del tiempo, Rayos e Simón, que venceu o Prémio Ojo Crítico de Narrativa em 2020.
Orquestra é o mais recente romance de Miqui Otero. Passado numa noite de verão, durante uma festa numa aldeia galega, o livro foi apresentado no festival literário Correntes d'Escritas, que tem casa na Póvoa de Varzim.

Em Orquestra, há um afastamento de Barcelona, mas também um regresso às origens da tua família. O que te levou a afastar-te desse território literário que tantos leitores já associavam à tua escrita?
Escrevi vários romances passados em Barcelona e, inevitavelmente, fiquei associado à cidade e a um certo tipo de romance. Tanto Rayos como Simón fizeram com que me perguntassem constantemente sobre Barcelona. Quando os livros são publicados noutros países, quase te transformas num porta-voz da Câmara Municipal: estão sempre a perguntar-te pela cidade. Também precisava de experimentar outro cenário.
No romance que estou agora a acabar volto a Barcelona, mas, naquela altura, sentia necessidade de sair dali.
Depois havia uma razão mais biográfica. Enquanto pensava neste romance, começaram a morrer muitos familiares na Galiza. Durante quase dois anos, dei por mim a apanhar um avião de tempos a tempos para ir ler umas palavras nos funerais dos meus tios e de outros familiares. Quando és escritor, parece que essa é a função que tens na família. Mesmo sem dares por isso, essas viagens fazem-te pensar nas tuas raízes, de onde vens e de onde vem a tua família. E fazem-te pensar no salto enorme entre a vida dos teus avós, que praticamente não sabiam ler, e a tua, que és escritor.
Havia ainda uma razão mais técnica. Precisava de um lugar onde se juntassem pessoas de todas as gerações e classes sociais, num espaço fechado, onde estivessem sempre a observar-se e conhecessem o passado umas das outras. Era um romance que simplesmente não podia ser escrito na cidade.
Costumas dizer que este é um romance que só podia ter sido escrito aos quarenta e poucos anos. O que é que essa fase da vida te permitiu ver ou escrever que antes ainda não conseguias?
É claramente um romance de quarentão. Nasce da ideia de que, sendo muito otimista, estás a meio da vida. Falando metaforicamente, olhava para a direita e, a quatro metros de mim, tinha alguém com 80 anos. Olhava para a esquerda e, a quatro metros, alguém com poucos meses. Quando começam a morrer familiares e, ao mesmo tempo, nascem os teus filhos, estás naquela fase da vida em que queres agarrar tudo, a vida inteira.
Podia fazer isso através de uma única personagem. Podia pegar numa criança de seis anos e acompanhá-la durante toda a vida. Mas, como era isso que costumava fazer, apetecia-me precisamente o contrário: criar uma personagem coletiva, um "nós". Um "nós" onde houvesse conflitos, traumas e vinganças, mas que continuasse a ser um "nós". Uma festa de aldeia dava-me isso. Nem sequer um bairro de Barcelona mo permitia.
Inventaste uma aldeia que não existe, mas onde muita gente acaba por reconhecer um lugar que conhece. Era importante que esse espaço fosse mais emocional do que geográfico?
Essa foi precisamente a razão para inventar o nome da aldeia. Nada daquilo existe na realidade. Só percebes o efeito depois de publicares o romance, quando pessoas de muitos sítios começam a dizer que se reveem nele. Já estive em festas portuguesas, embora acabem mais cedo do que a do romance.
Quando o livro saiu e comecei a dar entrevistas, toda a gente me dizia: "Eu também conheço um Francisco Alegre", "eu também conheço aquela rapariga que veio da cidade"... Queria trabalhar com figuras que fossem imediatamente reconhecíveis, como acontece nas canções. Fascinavam-me estas festas, sobretudo nas aldeias de onde as pessoas partiram para a cidade e às quais regressam todos os verões.
É como se, durante o resto do ano, houvesse uma elipse narrativa. A festa recomeça e parece que passou apenas um minuto desde a anterior. Só que, entretanto, aconteceram imensas coisas. As pessoas olham umas para as outras e julgam que continuam a ser as mesmas, mas muitas vezes já não são. Há também essa ideia de representação: cada um desempenha um papel naquela festa. E o romance vive muito dessa ideia.
Dos pasodobles até Rosalía, a banda sonora de Orquestra atravessa várias décadas. Até que ponto essa evolução musical acompanha também as mudanças das personagens e do próprio país?
Comecei a escrever o romance a pensar que tudo ia acontecer numa única noite, mas, como sou um bocado traquina e tenho tendência para me sabotar, rapidamente percebi que, dentro daquela noite, iam caber também todas as noites dos anos anteriores. Queria captar a coreografia, a maneira como estas festas funcionam.
Há aquela primeira imagem do neto a falar com a avó. Nesse momento está a tocar um pasodoble e, a partir daí, o romance avança. Se reparares, vai fazendo uma contagem decrescente. Não sabemos se vai haver um incêndio, se vai nascer alguém ou o que vai acontecer. Ao mesmo tempo, a história do país avança à medida que a música também avança.
A ideia era que nada disso parecesse forçado, que o romance tivesse ritmo suficiente para te levar com ele sem estares demasiado atento a esse mecanismo. No fundo, é também assim que estas festas funcionam.
A música funciona também como uma forma de distinguir as vozes de cada geração?
Sim. E nem sei como é que o tradutor conseguiu fazer isso. Sei que é um ótimo tradutor, porque é muito complicado. Cada geração tem a sua própria linguagem. Há pouco perguntavas-me quando é que poderia ter escrito este romance. Provavelmente, só agora. Posso escrevê-lo porque convivo tanto com pessoas muito jovens como com pessoas mais velhas. Também somos a forma como falamos, sobretudo num romance. Essa diversidade de vozes tinha de estar presente.
Mas, acima de tudo, queria que cada personagem se visse a si própria no futuro e no passado. Numa festa destas, tenhas 30, 40 ou 50 anos, quando vês umas crianças a subir a uma árvore, não estás apenas a olhar para elas. Estás também a ver-te a ti próprio naquela idade.
Vivemos num mundo em que as idades parecem cada vez mais separadas: os mais velhos estão com os mais velhos, as crianças com as crianças. Perguntava-me como podia criar esse jogo de memória. A memória de um país, se quiseres, mas também uma memória emocional, íntima. Que olhasses para um avô e te visses no futuro; que olhasses para um neto e te recordasses de ti. Ou que visses dois adolescentes a beijarem-se pela primeira vez e pensasses no teu próprio verão. Queria que isso acontecesse às personagens, mas também ao leitor. E, no fim, acaba mesmo por acontecer: cada leitor fixa-se mais numas personagens do que noutras, consoante a idade que tem.

Em vez de entregares a narração a uma personagem, entregaste-a à Música. O que é que essa escolha mudou na forma de contar esta história?
Permitiu-me brincar muito. A música é uma linguagem muito emocional, muito visceral. Posso ter um capítulo carregado de emoção e, de repente, ser muito mais frívolo noutro. É isso que acontece com a Música.
Depois, percebi uma coisa bonita. Mesmo que naquela festa não houvesse uma orquestra, há 100 anos haveria alguém a tocar gaita de foles ou trompete. Como quem narra não é a orquestra, mas a Música, ela já lá estava. Podia contar-nos como era aquela festa há 50 anos.
Também percebi cedo que a música só pode contar aquilo que vê no sítio onde está a tocar. Se duas personagens forem para a montanha e deixarem de a ouvir, o narrador já não pode contar o que lhes acontece. Isso criava ângulos mortos, vazios, que me permitiam brincar com a intriga e o suspense. Deu-me imenso jogo.
E há outra ideia de que gosto muito. Quando nos aproximamos de um palco e um baixista ou um baterista está a fazer o teste de som, sentimos a vibração no peito, mas ela vem de fora. A narradora brinca precisamente com isso: entra nos pensamentos das personagens e, ao mesmo tempo, consegue afastar-se e olhar para tudo de fora. Era essa a ideia.
Ao regressares às origens da tua família para escrever este romance, houve alguma descoberta que tenha mudado a forma como olhas para a tua própria história?
Raízes galegas e portuguesas. A família do lado do meu pai foi de Portugal para a Galiza.
Acabas por perceber algumas coisas sobre a razão de seres como és. Por exemplo, a música que aparece no romance. Quando era miúdo, fascinava-me ir às festas da Galiza e encontrar um sítio onde chovia em agosto, mas que, ao mesmo tempo, tinha um ambiente muito de verão. Ouvia-se música latina, merengue, trompetes. As casas estavam pintadas de várias cores, havia palmeiras. Quando era miúdo, aquilo fazia-me imensa confusão.
Depois percebes que tudo isso tem que ver com a diáspora, com os galegos que emigraram. Uma das primeiras coisas que descobres são as histórias dos teus antepassados. E havia dezenas. Às vezes tocava o telefone, eu atendia e alguém, com sotaque argentino, dizia: "Não me conheces de lado nenhum, mas sou teu primo."
Também via alguns deles regressarem da América e inventarem uma vida melhor do que a que tinham tido. Era quase uma forma de ficção. Traziam um relógio e diziam que era de ouro, mas não era. Ou alugavam um carro antes de entrarem na aldeia. Há todas essas histórias meio lendárias, que talvez não sejam totalmente verdadeiras, mas dizem muito sobre aquilo que somos.
Aconteceu-me, aliás, uma coisa incrível por causa deste romance. Estava em Sant Jordi [Feira do Livro], em Barcelona, no Dia do Livro, quando uma mulher entrou na fila para a sessão de autógrafos e ficou a olhar para mim de uma maneira estranha. Quando chegou a vez dela, entregou-me o livro e disse: "Não me conheces de lado nenhum, mas sou tua prima." E era mesmo. Estava de férias em Espanha, soube que eu ia estar ali e apareceu.
Enquanto lhe assinava o livro, contei-lhe que me comecei a interessar pela escrita por causa das histórias daqueles familiares que tinham emigrado para a América. Foi então que ela me disse: "Este é o livro do meu irmão." Descobri que o irmão dela, na Argentina, também escrevia livros. Pensei: do outro lado do mundo há alguém com as mesmas manias do que eu, a tentar perceber quem eram aqueles familiares espanhóis. E achei que há coisas que só a literatura consegue unir desta maneira.
Escrever sobre uma aldeia e sobre a memória do verão traz sempre o risco da nostalgia. Como evitaste essa armadilha? Preocupava-te que o romance pudesse ser lido como um postal sentimental do verão na aldeia?
Sim, claro que me preocupava. Havia aquela imagem idílica do verão, mas também outra preocupação. Eu sou de Barcelona e não queria cair na figura do romancista da cidade que, de repente, escreve o seu romancezinho rural, cheio de clichés.
Tentei que o olhar não fosse demasiado nostálgico. Tal como nos meus romances sobre a cidade há muita sátira e ironia, aqui acontece o mesmo com a aldeia. Porque uma aldeia pequena também pode ser um espaço de opressão para quem é diferente. Pode ser um lugar onde quem foge à norma fica marcado e onde toda a gente te conhece, ao ponto de não conseguires mudar nem mostrar quem realmente és.
Isso vê-se, por exemplo, na personagem do camionista Ventura, que é homossexual e não pode assumi-lo na aldeia, encontrando na Barcelona dos anos 70 o seu espaço de liberdade. Acontece o mesmo com a personagem que vai para Madrid e acaba por entrar na política. Ao mesmo tempo que mostra o lado mais bonito dessa tradição, o romance apresenta também a cidade como um espaço de libertação para quem se sente diferente ou não encaixa naquilo que, supostamente, deve ser.

Um leitor que nunca tenha vivido este universo consegue entrar nele da mesma forma?
Não sei. Se pensarmos em Madrid, por exemplo, muita da gente que vive na cidade veio de fora. Muita veio da Galiza. Em Barcelona acontece o mesmo. Há muitos apelidos catalães, claro, mas também há muita gente cujos pais ou avós vieram da Andaluzia, da Galiza ou de Múrcia.
Mais do que isso, o importante é criar um território. Para quem nunca lá esteve, pode parecer tudo mais fantástico ou mais mítico. Mas os leitores estão habituados a entrar em romances passados em lugares que não conhecem. Parte do encanto da literatura é precisamente esse: permitir-nos estar onde nunca estivemos. Nesse sentido, não me preocupa.
Tens de criar um cenário suficientemente sugestivo para interessar a qualquer pessoa. Hoje temos tendência para procurar aquilo que nos confirma. Tal como nas redes sociais, rodeamo-nos de pessoas que pensam como nós e estamos cada vez menos expostos à diferença. Na literatura acontece um pouco o mesmo. Quase procuramos livros que confirmem aquilo em que já acreditamos ou que sentimos que poderíamos ter escrito.
Mas a literatura também deve pôr-nos diante daquilo que nos é estranho. Lemos para viver vidas que nunca vamos viver e conhecer lugares onde talvez nunca venhamos a estar. Era isso que acontecia com os romances de aventuras quando éramos adolescentes. E faz ainda mais sentido hoje, quando o mercado está cada vez mais dividido em nichos muito específicos. Parece que tudo vem com uma etiqueta: "Isto é para ti, se tiveres esta idade e esta cor de cabelo."
Meio algorítmico...
Sim. É uma espécie de sensibilidade algorítmica que não me interessa. Grande parte da dimensão política do romance, ou daquilo que ele tenta fazer, passa precisamente pelo contrário: escrever a partir de um "nós", onde coexistem muitas idades e muitas sensibilidades.
E, depois de criar esse espaço, não fazer, como dizias, um postal. Criar um lugar onde haja conflito, onde as coisas choquem umas com as outras. Porque têm de chocar.
Depois do sucesso de Simón, era importante não escrever o livro que todos esperavam?
Não, é um romance muito diferente daquilo que tinha feito até agora. Mas há, sim, um bocadinho de revolta contra a ideia de fazer aquilo que esperam de ti. Aliás, começaste a entrevista precisamente por me perguntar por Barcelona. Teria sido muito fácil escrever outro romance na linha de Simón e aproveitar esse sucesso, mas apetecia-me fazer outra coisa. E, no fim de contas, é isso que me interessa. Também admiro o contrário. Gosto dos escritores que passam 60 anos a explorar os mesmos temas e o mesmo cenário.
Mas também gosto dos diletantes, daqueles que, de repente, mudam de direção. Nesta fase da minha vida, precisava de escrever este romance. O próximo volta a passar-se em Barcelona, o que é perfeitamente natural. Mas este era o romance que precisava de escrever, não apenas por mim, mas pela história que queria contar. Parecia-me que só fazia sentido ali.
Costumas incluir-te discretamente nos teus romances. Porque decidiste dar-te um papel mais evidente em Orquestra?
Faço sempre isso. Acontece em todos os meus romances. Mas, normalmente, limitava-me a aparecer de forma muito discreta, como o Alfred Hitchcock nos seus filmes. Passava por ali e pronto. Aqui, pelo contrário, há um capítulo inteiro.
Esse capítulo acaba por ser também um momento de autorreflexão sobre o que significa escrever este romance. Sentiste necessidade de explicar ao leitor porque estavas a contar esta história desta forma?
Esse momento é também uma espécie de tomada de consciência. Não é por acaso que o Miguel passa aquele capítulo todo a adormecer as crianças. A quem é que ele quer deixar aquilo? Se reparares, é um romance que vai dos 100 anos do Conde até ao bebé que nasce. E a minha personagem está precisamente no meio, quase como o intervalo de um filme ou de uma peça de teatro muito longa. Chegaste até aqui. Agora vou explicar-te.
Foi aí que senti necessidade de dar ao leitor algumas chaves de leitura, algumas pistas sobre a forma como o romance funcionava. Talvez por causa das mudanças que tinha feito em relação aos livros anteriores, senti vontade de lhe falar diretamente e explicar-lhe, de algum modo, porque é que estava a contar aquela história daquela maneira.
Nesse capítulo, é quase como se parasses a narrativa, te virasses para o leitor e assumisses o papel de maestro.
Sim, como quando param, se viram e... É uma boa maneira de ver as coisas. Não tinha pensado nisso, mas há qualquer coisa de maestro nesse momento. É como virar-me para o leitor e perguntar-lhe: porque é que estás a ler isto? Estou aqui, no meio.
Também era uma forma de acentuar a contagem decrescente e essa ideia de simetria. Há uma coisa de que gosto muito no romance: uma mulher de 60 anos pode entender-se perfeitamente com uma de 20, ou o mais velho com uma criança. Estava sempre a pensar na forma como olhamos para o tempo. O Miguel diz isso: imaginamos a vida como uma linha reta e, quando chegamos a um ponto, esquecemo-nos de quem fomos antes. Eu queria que tudo se ligasse, que este ponto coincidisse com aquele, este com este. E é isso que acontece no romance. O Miguel está no meio e diz: até aqui aconteceu isto; daqui para a frente vai acontecer aquilo.
É uma pausa para dizer ao leitor: deixa-me explicar-te porque é que estou a escrever este romance. É um gesto muito pós-moderno...
Se Orquestra tivesse de soar a um género musical, a que soaria?
Não sei. Não conseguiria defini-lo em termos musicais.
É pop, é rock....?
Tem de tudo. Há partes mais densas, que contrastam com outras muito populares. Era esse o jogo que me interessava. Acho que o romance tem, ou pelo menos tenta ter, uma espécie de refrão, coisas que estão sempre a voltar e que o leitor reconhece. Há recursos da música pop, do rock e também da música clássica. Para construir esta voz, li bastante sobre teoria musical.
A sério?
Sim, porque tive de investigar. No início do romance, a Música apresenta-se a si própria e eu queria que falasse com conhecimento de causa.
Para terminar, o que estás a ler neste momento? Ou qual foi a tua última leitura?
A última coisa que acabei de ler foram as memórias de Geoff Dyer, um escritor inglês de quem gosto muito. Conta a história de um rapaz na Londres do pós-guerra, até aos anos 60 e 70, acompanhando a transformação de uma cidade cinzenta numa cidade muito mais colorida. São memórias muito bonitas.
Entretanto, publicaram em Espanha uma edição das obras completas de Jorge Luis Borges e enviaram-ma. Ia reler apenas os livros de que mais gosto, mas dei por mim a ler tudo, sem parar. É isso que estou a ler neste momento. E, em poesia, ando a ler Nicanor Parra. Enfim, um bocadinho de tudo.
Por Rita Sousa Vieira