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Falo com o romancista Rodrigo Guedes de Carvalho, não com o jornalista. Apesar de a escrita ter surgido primeiro do que o jornalismo.
Sim, é verdade. Eu comecei a escrever o primeiro romance com 18-19 anos. Só mais tarde, depois da faculdade, é que me aconteceu o jornalismo, que nem sequer estava nos meus planos.
O que leva um jovem de 18 anos a querer escrever?
O que leva um jovem de 18, ou de 15 anos, a querer tocar guitarra. É a paixão por um objeto. Comecei a ler muito cedo, primeiro alguns livros mais juvenis, e a certa altura, ali nos 14-15 anos, romances mais pesados, mais densos, mais clássicos. Tive uma enorme paixão à primeira vista com o Servidão Humana, do Somerset Maugham, que me tocou profundamente. Percebi que era possível ter uma imensidão de sentimentos a ler palavras escritas numa folha branca. Isso despertou em mim todo um mundo de possibilidades. Depois, quis fazer parte desse mundo.
O jornalismo tem o seu limite nos factos. E a ficção?
A ficção não tem limite nenhum. Aliás, a ficção começa onde acaba o jornalismo. O jornalismo é uma caixa fechada, da qual não se pode fugir muito. Na ficção gosto da criação a partir do nada absoluto. Esse tem sido para mim o grande gosto de escrever: a capacidade de criar um mundo só meu.
Recordo-me de ler que tens um método: escreves sempre no mesmo sítio e começas sempre um romance no mesmo dia. Explica-nos isso.
Escrever no mesmo sítio é uma questão de disciplina, mas também prática. É onde está o meu computador grande, com um ecrã grande, num canto em frente a uma parede para uma concentração total. Sobretudo porque eu acredito — e à medida que fui conhecendo as biografias de outros romancistas percebo que não estou só — na escrita de um romance como um trabalho. É um trabalho ao qual temos de nos entregar nas horas e na dedicação. E ter, lá está, um local de trabalho.
Essa coisa dos dias aconteceu a partir do terceiro livro. Tive uma espécie de uma epifania e passei a começar sempre os livros num dia 14. Porque é que o começar é importante? Porque quando vou escrever, a partir do momento que começo, eu não paro. Claro, dou-me uma ocasional folga aos fins de semana, mas eu tenho de escrever o romance de fio a pavio. Com produções diferentes, há dias em que escrevo muito; outros dias em que escrevo menos. Mas tenho de me sentar lá, com um horário marcado. E esperar que a musa apareça nesse dia.
Há algum simbolismo associado ao dia 14?
É o dia do meu aniversário. E também é o dia do aniversário da minha avó paterna, que foi extremamente importante na minha vida, uma espécie de segunda mãe.
Numa entrevista antiga dizias que não gostas de editar no Natal, que preferes lançar um novo livro pela altura da Feira do Livro. Este novo romance, As Cinco Mães de Serafim, não coincidiu com essa época, mas creio que sei a razão para isso. Talvez as 60 velas que sopraste este ano?
Eventualmente, sim. Foi uma coincidência. Nos últimos cinco romances quis fugir à época do Natal, porque há demasiada gente a editar, há muita oferta, e porque gosto de ter um livro absolutamente fresco quando abre a Feira do Livro. Quando comecei a falar que estava com uma ideia para um livro, na minha editora perguntaram-me se dava, desta vez e sem nenhum compromisso, para publicar na época do outono. Como fazia 60 anos neste 14 de novembro, disse: "se calhar, simbolicamente, desta vez vamos para esta data". Não sei o próximo, não faço planos para isso.
Como começas a escrever aos dias 14, o próximo já está em processo?
De escrita, não. Agora vem aí um 14 de dezembro, nunca se sabe. Se não for, há o 14 de janeiro... Tenho uma ideia, e estou a ser, de alguma forma, quase empurrado ou convidado para ela. Curiosamente, tenho muitos leitores a pedirem-me uma sequela [de As Cinco Mães de Serafim]. Dizem que há demasiadas perguntas sem respostas.
Enquanto leitora também senti que terminei o livro com mais perguntas do que respostas...
Disso eu gosto. Não gosto da literatura que faz a papinha toda ao leitor, tudo muito explicadinho. Gosto que o leitor se interrogue, gosto que o leitor seja desafiado a imaginar o que é que poderá ter acontecido ou porque poderá ter acontecido e, dessa forma, seja também ele parte do livro. É curioso, sou prisioneiro do facto de ter provocado um grande prazer às pessoas. As pessoas dizem-me que gostaram tanto que precisam de voltar a essas personagens. Pode ser uma hipótese.
Este livro coincide com uma nova etapa na tua escrita?
Não necessariamente. O livro, do ponto de vista do estilo e da forma, vem muito na sequência dos quatro últimos, com um narrador clássico, que se faz um pouco de ingénuo perante tudo, mas que sabe muito bem a história que está a contar, embora se interrogue connosco, leitores. Nesse aspeto, não [é uma nova etapa]. Bate no redondo dos 60 anos, que eu estou a sentir mais do que senti os 40 e os 50. Passei por eles a voar. Os 40 nem me lembro, os 50 nem deu muito bem para reflexões, mas os 60 já dão. Já é uma idade em que, queira-se ou não, há mais estrada para trás do que para a frente. O livro arranca precisamente com uma reflexão sobre a morte, sobre a irritação que causa à personagem as pessoas que desafiam a morte. Portanto, a nova fase talvez seja mais reflexiva.
Os teus romances são contemporâneos. Neste, parte da narrativa é passada em 2023. Quando as notícias, muitas pela tua voz, nos fazem querer esquecer o presente, porquê escrever sobre o agora?
O 2023 foi, e penso que não estrago o romance a ninguém, para fazer a conta certa de um século, que é muito importante neste romance. Passa-se em 2023 porque a personagem, tal como eu, faz 60 anos. Mas o livro tem uma personagem que remonta a 1923. Era importante para mim esse redondo do século, dando às pessoas a forma como esta família foi evoluindo e vivendo. Não teve qualquer outra questão com a atualidade.
Além dos 60 anos, há outro elemento que partilhas com as personagens. A narrativa passa-se no Porto, a tua cidade. Como é que é a tua relação, hoje, com ela?
Vim para Lisboa com 18 anos, tenho muito mais Lisboa do que Porto. No entanto, toda a minha família permaneceu a viver no Porto. Curiosamente, só nos Jogos de Raiva é que tinha colocado a ação também no Porto, por nenhuma razão em especial. Neste, para mim, foi muito importante que fosse no Porto, no Minho e em Trás-os-Montes.
Na última década tenho tido uma relação muito complicada com o Porto, porque tenho ido lá, sobretudo, para situações tristes e dolorosas, que tem a ver com doenças ou velórios. Já me aconteceu ter alguma raiva do Porto: "porque é que me trazes aqui só para isto". Curiosamente, e já comentei isto algumas várias vezes com a minha mulher, apesar desse sentimento, sempre que lá estou há qualquer coisa no ar que me diz que eu sou dali, que pertenço ali.
Este livro é dedicado à tua mãe.
É dedicado à minha mãe e tem uma daquelas ironias dramáticas que a literatura às vezes tem para nós. Comecei a escrevê-lo e, a determinada altura, fiz logo a dedicatória à minha mãe. Do nada — do nada, porque não estava doente —, a minha mãe faleceu, teve uma morte súbita. Depois de tratar de todas as horríveis burocracias que há a tratar, finalmente pude chorá-la, e uma das coisas que pensei foi que eu tinha de modificar a dedicatória. Curiosamente, quando voltei a ela, percebi que não. Não tinha de lhe mexer, ela é válida, aquelas exatas palavras são válidas na vida e na morte dela.
Uma das últimas entrevistas da Cultura FNAC foi com o escritor Hugo Gonçalves, a propósito do seu novo Revolução, um livro centrado num período da vida do país, mas também numa família. Esse núcleo, como ele dizia, que é fonte de inspiração de muitos escritores. O que te leva a escrever sobre uma família?
Desde o Daqui a Nada, o meu primeiro livro, que escrevo sempre sobre famílias. Serei um desses escritores de que ele fala. Por uma razão simples: só escrevo livros contemporâneos. Livros que possamos saborear — eu e os leitores —, porque sabemos do que estamos a falar. Só escrevo livros sobre pessoas, não me interessam as grandes temáticas ideológicas ou agendas, interessam-me as relações entre as pessoas e, dentro disso, o núcleo mais problemático e curioso que é a família. Porque paira sobre ela uma enorme tragédia, ou a possibilidade de uma tragédia. Ninguém escolhe a sua família, é a única coisa na vida que nós não escolhemos. A partir do momento que começamos a andar e a falar, até os amiguinhos da escola nós vamos escolhendo, mas a família não podemos escolhê-la. A coisa pode correr bem, como pode correr mal. Até percebo o que chamo de a ditadura do sangue, e que nos ensinam tantas vezes — temos de honrar e respeitar a família —, mas há pessoas que vão mais longe e dizem que temos de amar a família. Muitas vezes entramos em contradição emocional ao repararmos que há pessoas na nossa família de quem nós não gostamos assim muito.
Os teus livros começam pelas personagens?
Sim. Elas vão-se definindo, mas, sim, [a minha escrita] parte das pessoas que vão viver o livro. Preciso dessa plasticina inicial em que faço os bonequinhos, as pessoas — homens, mulheres, crianças, velhos — que vão começar a andar num universo que lhes vou criar. É muito importante criar essas pessoas e elas têm-me saído sempre todas como eu quero. Não há nenhuma boa ou má, nunca são a preto e branco, são sempre cheias de zonas cinzentas como todos nós.
Nesse processo, onde fica a criação do nome das personagens?
Na minha família, e em muitas da burguesia portuense, quase toda a gente tem dois nomes. O meu nome, Rodrigo Manuel, era usado pela maior parte das pessoas para me ralhar, mas a minha avó utilizava-o comigo sempre de forma terna. Ela chamou-me toda a vida de Rodrigo Manuel. Enquanto leitor, sempre achei que há uma extraordinária musicalidade nos nomes. As minhas personagens têm quase sempre dois nomes.
Os nomes fazem parte da beleza da literatura, como qualquer outra palavra. Em Portugal, foi sempre um grande exemplo, um apaixonado exemplo, o José Saramago, que tinha um enorme cuidado com os nomes. Andou às voltas no Memorial do Convento até chegar à Blimunda e ao Baltazar. Há muitos escritores que escrevem os nomes só com uma inicial. "O M encontrou a S não sei onde / A K telefonou-lhe...". Não me consigo ligar a essa letra, por mais bem escrito que aquilo seja, é uma coisa que a mim me irrita enquanto leitor.
O Rafael Gallo, o último Prémio Saramago, também me disse, noutra conversa, que essa era uma influência do Nobel na sua escrita.
É muito importante, faz parte do gesso... A personagem não está completa se o nome não lhe assentar bem. Na forma como escrevo — e escrevo em nome da estética, esperando lá chegar —, na musicalidade dos parágrafos e dos diálogos, os nomes são fundamentais.
Gostava de perceber melhor uma coisa que li. Escreves o fim do romance quando estás a meio da história?
Sim, aconteceu-me nos últimos quatro ou cinco romances. Começou no Pianista de Hotel; os outros tive a sorte de fazer o chamado percurso cronológico normal e depois conseguir chegar a um final que, de alguma forma, me satisfazia. Quando se escreve um romance há um pouco a sensação de [que se está a] subir uma colina. Começamos sem saber se vamos lá chegar, mas quando chegamos ao topo percebemos: "ok, eu vou ter romance". É nas primeiras 30 ou 40 páginas que se começa a perceber se se vai ter um romance. Quando comecei a fazer a trama, a tentar perceber o que é que aquelas personagens iam viver, ocorreu-me um fim. Ocorreu-me exatamente desta forma: "eu não sei o que é que se vai passar, mas isto vai terminar assim, este vai ser o grande bang".
Nos livros e nos filmes, gosto de um bom início, mas gosto sobretudo de um bom fim, daquela sensação de satisfação. Muitas vezes que até leva ao choro, à grande emoção. Gosto de um grand finale e, por oposição, gosto pouco daqueles criadores que às vezes se percebe que acabam as coisas porque ficaram sem gasolina. Em alguns casos [romances] tiro notas, outros, como n'As Mães de Serafim, escrevi o último capítulo no início. Depois fecho-o, como numa adega, e fica lá à espera. Sabendo eu, quando lá chegar, ao final, que posso ter de o modificar. Enquanto criador, dá-me uma enorme segurança: a de saber para onde é que vou, para onde vou levar o barco.
O formato do audiolivro tem ganho cada vez mais popularidade e em Portugal está a fazer o seu caminho. És a voz das tuas obras. Narrar um livro é escrevê-lo duas vezes?
É, reparei nisso. É escrevê-lo duas vezes e a narração opera uma transformação no livro... O único paralelo que vejo é com a tradução. Na verdade, pouco Philip Roth li no original, leio o Roth que o Francisco Agarez escreve. Os tradutores são pessoas importantíssimas, daí os escritores falarem deles com grande respeito e amizade. Com o audiolivro acontece exatamente a mesma coisa. A partir do momento em que começo a dizer as coisas que ali estão, eu estou a interpretar. Mal ou bem, já estou a fazer a minha própria interpretação. Aqui o escritor quer que isto seja absorvido rapidamente, como se fosse uma cascata, ou aqui precisa da pausa, quer atenção no momento. No meu caso, há uma junção que faz com que seja óbvio eu ler o meu livro. Primeiro, eu sou o autor, sei o que queria que fosse dito; depois, para todos os efeitos, trabalho há certa de quarenta anos com a voz.
Sentes-te a desbravar caminhos nessa área? Margarida Espantada teve uma primeira edição em audiolivro e ebook antes de chegar ao papel, por exemplo.
Foi o chamado the opportunity presents itself, a oportunidade apresentou-se. O Margarida Espantada teve um azar terrível, íamos começar a marcar o seu lançamento quando rebentou a pandemia e ficou toda a gente em casa. Já andava com esta ideia na cabeça, mas lembrei-me de falar com o Pedro Sobral, da Leya, que é também um entusiasta das novas plataformas. Disse-lhe: "não é tarde nem é cedo, e se aproveitássemos para fazer o audiolivro?". Foi assim que nasceu e a experiência correu bem. Eu gosto, e pelos vistos na Leya também gostaram. Este [novo] e o Cuidado com o Cão também tiveram audiolivro.
Parece-me que, infelizmente, [o audiolivro] não tem tão grande mercado em Portugal quanto seria desejável. Vou tendo informação de que as pessoas vão aproveitando os audiolivros em situações muito curiosas. Muita gente ouve no trânsito, outras pessoas a cozinhar ou a caminhar. Acho que no romance muita gente ainda estranha um bocadinho o formato, os primeiros audiolivros em Portugal eram coisas muito técnicas. Outro dia diziam-me assim: "esta modernice do audiolivro". O audiolivro é o contrário do moderno, a escrita e a leitura, na história da Humanidade, são coisas relativamente recentes. Nós calculamos que as primeiras histórias do homem terão sido ditas, contadas, narradas, à volta de uma fogueira. Nesse sentido, o audiolivro é quase um regresso às origens.
Como leitor, já te rendeste ao formato?
Não, porque ainda não encontrei um livro que me apetecesse ouvir. Mesmo na leitura de livros tenho andado assim um pouco alheado, seletivo. Uma coisa muito importante, também li o Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez. Foi um desafio brutal.
Foi o único a que deste voz, além dos teus?
Por agora, sim. Em princípio, a Leya terá outros projetos para mim, de livros que não os meus, e talvez venha a haver um pouco a tradição que há lá fora. Da mesma forma que os autores lá fora encontram o tradutor, nos audiolivros também encontram a mesma voz, que acho que é o que faz sentido.
Há algum livro que seja um sonho dar a voz?
Os do García Márquez, por isso é que aceitei tão de pronto o desafio. O universo do imaginário sul-americano diz-me muito. Aquela dança da realidade com o realismo mágico. Depois, tem um tipo de escrita e de musicalidade que é muito agradável e muito gostosa, a linguagem é muito rica, o vocabulário do García Márquez é de uma riqueza extrema. É quase como se um tipo se enfartasse com umas trouxas de ovos, aquilo é tão bom. Mas é muito gostoso até fisicamente de ler. Se me perguntasses agora qual era o livro que queria ler a seguir, adorava ler O Amor nos Tempos de Cólera.
Entrevistaste o Maradona, algo que poucos podem orgulhar-se de ter no curriculum. Há algum escritor que lamentes não ter tido a oportunidade de lhe dirigir uma pergunta? Ou que gostasses?
Não. Entrevistei o António Lobo Antunes, muito no início da SIC, por uma razão. O António disse que só me daria a entrevista a mim, já nos conhecíamos e ele disse "que para falar de livros só se fosse com o Rodrigo Guedes de Carvalho". Assim foi. Gostei disso, e sei que muita gente gostou. Mas não tenho essa coisa de ser o escritor que gostava de entrevistar outros escritores.
Esta pergunta até era para o jornalista.
Eu não sou muito de entrevistas. Gosto de as fazer bem quando sou chamado a fazê-las, mas não tenho essa coisa: "ah, gostava de entrevistar este fulano ou aquela fulana". Sou um tipo mais da grande reportagem, tenho uma faceta mais cinematográfica. Fiz algumas reportagens, uma delas ganhou um prémio importante em França, e gosto muito disso. Gosto de ir para os bastidores e de montar uma bela história, com belas imagens e um belo texto.
O facto de seres uma figura pública beneficia ou prejudica a avaliação do romancista?
Acontece-me um pouco de tudo. Tem um lado que pode inflacionar algumas vendas — e depois, as pessoas que estão à espera de um tipo de leitura, percebem que não é para elas. Por outro lado, acho que, infelizmente, na chamada academia intelectual portuguesa, seja ela qual for, sou prejudicado. Porque há uma imagem qualquer que já está formada antes sequer de se darem ao trabalho de lerem o livro. Estou absolutamente pacificado com isso. Não há nada a fazer, não tenho de me sentir menorizado, estou muito concentrado no gosto enorme, na felicidade enorme, que eu sinto em criar as minhas personagens e as minhas histórias. Nos encontros que vou tendo com leitores, vou percebendo essa adesão. É o chamado poucos, mas bons.
O que é que estás a ler?
Foi-me oferecido nos anos, ainda vou muito no início. Estou a ler os Estilhaços, do Bret Easton Ellis. Estou muito curioso para saber o que é exatamente este livro, já percebi que não é um romance puro e duro, tem um pouco de tudo. Também estou curioso para saber quem é, neste momento, o Bret Easton Ellis. Um tipo muito particular, da minha idade, que escreveu o Psicopata Americano e outros livros. Esteve muito tempo sem publicar e depois editou o Branco, umas reflexões em que me pareceu que estava um pouco a navegar na maionese.
Por Rita Sousa Vieira
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