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O que é que vos juntou novamente, foi a música ou a amizade?
Maria João (MJ): Nós somos compadres, ele é padrinho do meu filho e eu sou madrinha do filho dele. Conheço o Bica... Há quantos anos nos conhecemos? 40?
Carlos Bica (CB): Há 40 anos.
Maria João (MJ): Conhecemo-nos há muito tempo. É imperdoável que tivéssemos estado este tempo todo sem nos encontrarmos, sem fazermos música. Esse desperdício [de tempo] foi agora recuperado, depois de nos termos encontrado. O Bica foi ver um concerto meu no Hot Club, falámos... Na realidade, o amor fica sempre, não é? O amor, a amizade, a solidariedade. Eu amo-o, não há como dizer de outra maneira, é um dos meus amores para sempre. Então, por causa desse encontro, pensámos: "vamos fazer outra vez, bora lá". Não foi, Bica?
Carlos Bica (CB): Este reencontro nasceu da minha admiração pela Maria João. Depois tratou-se de encontrar um repertório que agradasse a ambos.
MJ: Esse é que foi um grandíssimo berbicacho.
Contem-me.
MJ: Nós crescemos juntos. O Bica esteve mesmo no meu começo, foi ele que me levou para a Alemanha. A primeira tour teve logo 25 ou 26 concertos num mês, uma coisa avassaladora para nós; para mim, que estava a começar a cantar. Quando nos separámos, crescemos de maneira diferente. Eu fui fazer coisas com o Mário [Laginha] e o sítio em que nos movíamos artisticamente era ligeiramente diferente.
Mas como escolher a música... Que música? Deu muita discussão, vocês nem imaginam.
Em todos os temas ou houve algum em que chegaram a um consenso?
CB: Houve [um], porque ambos adoramos Burt Bacharach. Curiosamente, foi essa música, Close To You, que veio dar título ao álbum. Quando tocava com a Maria João, há 30 anos, ela era a chefe. Entretanto...
MJ: O que é que queres dizer com "era"?
CB: Era a chefe, era ela quem decidia o repertório. Com o acordo dos músicos, claro, mas ela é que decidia. Era tudo feito em prol da cantora. Agora, tratou-se de encontrar um repertório que eu também gostasse, com o qual me identificasse a 100%.
Que temas cada um escolheu?
CB: São poucos os que foram escolha da Maria João.
MJ: São poucos porque foram todos vetados. O Close To You fui eu que escolhi.
CB: Esse foi nosso.
MJ: Acute Angles?
CB: Esse sim, e foi o único.
O bom humor entre vocês é algo de sempre?
MJ: Temperado com discussão, sim. Mas já passámos esse tempo de ficarmos profundamente zangados um com o outro. A gente discute, concorda, discorda... Faz parte. Agora, é amor e é para sempre, pelo menos da minha parte.
Isso quer dizer que este disco terá continuidade?
MJ: [Carlos,] Eu gostava de nunca mais te perder de vista, se possível. Conhecemo-nos há tanto tempo, até fomos namorados e tudo. Como perder isto? Acho que seria imperdoável.
A capa do disco é uma foto antiga vossa. O que mais encontraram quando foram ao baú para este reencontro? Que recordações, que coisas do final dos anos 80, início dos 90?
MJ: Todas as nossas lembranças, toda a nossa vivência; toda a música que nós gostávamos de fazer, toda a música que nós fizemos naquela altura. Tudo isso serviu de base para construirmos alguma coisa agora. Demos muitas risadas juntos, porque nos lembrámos de muitas histórias de turnês.
Mas eu não gostava de voltar àquele sítio, lá atrás. Foi magnífico, serviu para continuarmos, mas todo o artista tem o dever de se renovar, de seguir em frente, de fazer outra coisa, de esticar os seus limites, de arriscar tudo. Sempre, o tempo todo. Se voltássemos a fazer o mesmo repertório com aquelas pessoas... Aquelas pessoas já não seriam as mesmas, porque também já cresceram, já fizeram outras coisas. De maneira que é impossível voltar àquele lugar, àquele repertório.
Isso bate com uma entrevista do Carlos à jazz.pt, onde respondeu: “Os meus sucessos são frutos da minha honestidade naquilo que faço e na vontade impetuosa em querer ouvir a minha voz interior, não me agarrando a fórmulas prisioneiras do tempo, mas sim vivendo o agora”. Nesse ponto, estão em sintonia.
CB: Não há que planear, eu não gosto nada de planear. É preciso é estar atento aos momentos, às oportunidades, aquilo que se está a viver no momento. Planear não serve de nada. Por isso, ir buscar coisas do passado... Saudosismos não têm espaço.
MJ: Porque as coisas à nossa volta também mudam. Quando me perguntam: "o que é que tu fazes, és uma música portuguesa?". Sou! Porque vivo aqui, tudo aquilo que eu faço reflete o lugar onde moro. As frases que digo, as quatro estações do ano, o que as pessoas falam, como o bom tempo ou o mau tempo, etc... Tudo o que nos rodeia acaba por condicionar e nos fazer ser. E as coisas vão mudando. Durante aquele tempo as circunstâncias à nossa volta também eram diferentes.
Uma Europa em efervescência depois da queda do muro...
MJ: Nós chegámos a ir ao lado de lá, a Leipzig ou a Dresden. E era mesmo o que vocês viam nos filmes de espiões. Tínhamos de deixar o passaporte... Uma vez tentei fazer olhinhos a um guarda e foi uma humilhação. Ele revistou a carrinha, revistou-nos a nós...
O dinheiro da RDA não valia nada no resto da Alemanha e lembro-me de ter comprado um contrabaixo com um cachet. Mais tarde, quando o meu filho nasceu, ele agora é um homem, acabei por vendê-lo para pagar o parto.
Como é que o trabalho com outros músicos, ao longo destes anos, vos ajudou? Foi uma mais-valia neste reencontro musical?
MJ: Ganhámos experiência, ganhámos conhecimento.
CB: Estamos sempre a aprender, porque a aprendizagem do músico nunca acaba, mas agora ouvimos de uma maneira diferente. Começa por aí, mais do que propriamente ter conhecimentos.
Ouve o outro ou ouve a música?
CB: Ouve a música, e tudo o que acontece dentro desse espaço, de uma maneira diferente. E não tem nada que ver com teorias musicais, não tem nada que ver com isso. Tem mesmo que ver com uma consciência musical completamente diferente. Nos inícios, a música era como ver uma fotografia ou um quadro. Agora, a minha ambição é saltar para dentro do quadro e cheirar as flores.
Porque é que optaram por reunir neste disco um conjunto de canções gravadas ao vivo?
CB: A Maria João é alguém que em cima do palco está em casa, e consegue transmitir uma energia que é rara. São poucas as pessoas que têm uma ligação com o palco tão forte como a Maria João tem. Achei que seria uma mais-valia se conseguíssemos registar alguns desses momentos. De maneira que pedi para gravarem os concertos que fomos dando. Nem tomámos os devidos cuidados em termos técnicos.
Os temas foram todos gravados num sítio diferente.
MJ: Ficou uma coisa muito crua, somos nós a tocar num palco.
CB: Não houve correções, está tudo em bruto, por completo.
O disco tem também temas que são da vossa autoria. Foi mais fácil escolhê-los, ou nem por isso?
MJ: Ele manda que se farta, manda muito, muito. Eu bem tentei impingir várias coisas, mas passou sempre pelo veto. Não sei como é que isto aconteceu, mas ele tem poder de veto. Propunha alguns temas e ele dizia: "não, não, não".
CB: Estou consciente de que estou a tocar num grupo que tem um solista, que é uma cantora... A João tem de gostar daquilo que está a cantar, porque senão, não serve o propósito. Mesmo nos meus grupos, tem de haver uma ligação de todos os músicos com a música, porque só assim é que ela é elevada a um outro patamar.
E por falar noutros músicos, têm a companhia de três neste disco.
MJ: O João Farinha, pianista, tocou em todos [os temas], mas fomos revezando os guitarristas, o André Santos e o Gonçalo Neto.
Músicos de uma nova geração. Como é que olham para ela? O jazz em Portugal está bem e recomenda-se?
CB: A atual geração de músicos é incrível.
MJ: Têm mais oportunidades, seria imperdoável da parte deles não o ser.
CB: Mas é incrível, é impressionante mesmo. Hoje, o método de aprendizagem está muito mais facilitado. Como o acesso à música... Eu quis aprender música e não podia. Tentei entrar no Conservatório e obrigaram-me a fazer um teste: "Qual é a nota mais grave?". O teste era muito fácil, mas não entrei. Na altura, só entrava a menina que tocava piano e falava francês.
Hoje o acesso está muito mais democratizado.
CB: Hoje em dia é incrível. É realmente impressionante como jovens, que ainda não têm 20 anos, já tocam incrivelmente. Isso é bom, e é necessário, mas os artistas que daí vão sair... Logo se verá.
MJ: Ainda é preciso um bocadinho de sopa com espinafres, mas eles têm todas as possibilidades de se tornarem absolutamente fora de série.
CB: Como é que se consegue ser artista? Não há uma receita. Claro que se tiveres uma boa aprendizagem, boas ferramentas, estás mais próximo de poder lá chegar.
É pelo acesso ser mais facilitado que têm mais oportunidades?
MJ: Uma pessoa abre o computador e tem acesso a não quem que toca no Nepal, ou a outro nos Estados Unidos que está a fazer não sei o quê. Este acesso, este conhecimento, é uma absoluta mais-valia para os músicos. Por isso, têm muita responsabilidade em ser extraordinários. Têm de ser extraordinários porque têm tudo isto, e nós não tínhamos, naquela altura.
CB: Independentemente da parte didática... Lembro-me, nos tempos de juventude, havia um vizinho que tinha um pai que ia a Londres e trazia de lá um disco, que passava de mão em mão lá no bairro.
MJ: Dou aulas na ESML, Escola Superior de Música de Lisboa, e acho que agora tudo se calhar é demais. "Esta é a partitura, este é o tema, tens estas pessoas todas que fizeram este tema, estes são os acordes que não sei quê, estes são os modos com que podes improvisar...". Até há aulas de interpretação, que é uma coisa estranhíssima para mim. Porque a interpretação é a tua visão da música, é como a vês; podes ser um total ignorante, mas tu tens uma interpretação daquilo que vais fazer. Então, tudo é dado, e isso talvez seja um pouco demais. Acaba por entupir o teu desenvolvimento natural, o teu conhecimento natural de ti mesmo, que é fundamental.
Há hoje objetivos mais imediatos por parte dos músicos, dada a facilidade de acesso à formação e aos palcos?
MJ: Talvez. Quando estou na escola, lá na ESML, às vezes digo-lhes: "usem esta escola e criem projetos". Às vezes vejo-os muito preguiçosos, a não fazerem mesmo nada. Outros, sim. Já me aconteceu ver músicos talentosíssimos que saem e não fizeram nada. Se calhar tudo é tão oferecido, que vão e: "uh, espera lá, isto é mais difícil do que eu pensava". É tudo uma questão de equilíbrio, de bom senso e de inteligência. É fundamental a inteligência, saber como gerir bem o que se tem, para depois se adquirir um bocadinho mais.
Vocês têm uma carreira ímpar, nacional e internacional. Estou a falar com uma Comendadora da Ordem do Infante Dom Henrique, por exemplo. Em retrospetiva, conseguem escolher um ou dois momentos do vosso percurso que tenham sido marcantes?
MJ: Em conjunto, foi quando o conheci. Foi um baque, uma coisa maravilhosa, fiquei caída de amor por este músico incrível, por estes belos olhos. Por tudo, foi assim mesmo amor à primeira vista. Individualmente, foram todos os momentos, mesmo os difíceis. E o negócio de música é mesmo muito difícil.
Se tivesses de associar uma música ao momento em que conheceste o Bica, qual seria?
MJ: Pegava nesta que está no disco, a Close To You. Acho que encaixava na perfeição.
CB: Os momentos mais fortes são talvez aqueles que me trouxeram menos louros, como a primeira vez que toquei para um público e a primeira vez que toquei para um público de jazz.
Para um público foi na Academia dos Amadores de Música, naquela altura era uma escola muito conservadora, as professoras já tinham uma certa idade e nós éramos os freaks e hippies, não éramos nada vistos com bons olhos. Estava super nervoso na primeira audição, era uma peça de um compositor contemporâneo de que gostava muito. Só me lembro de ter vindo a mim quando ouvi as palmas. A partir desse momento, as senhoras professoras passaram a falar-me todos os dias, ganhei o meu espaço.
A outra foi para um público de jazz, já com o meu primeiro projeto, um trio com o Edgar Caramelo e o Manuel Martins. Toquei num espaço que se chamava Velha Goa. Era um restaurante indiano onde, na cave, havia um clube de jazz. Foi mesmo antes de ter ido para a Alemanha estudar, creio que deve ter sido em setembro de 1981. Já a tocar algumas composições da minha autoria.
O que é que o público vos permitiu ao longo destes anos?
MJ: Permitiu-me tudo. Eu sou muito grata a Portugal, mas também à Alemanha. O público alemão permitiu-me ser aquilo que eu quisesse ser. Quando apareci, os críticos estavam encantados comigo, depois comecei a querer fazer outras coisas, outras composições, e aí alguns deles foram muito chatos, disseram coisas feiosas e imperdoáveis. Não era o público que era o problema, eram eles. O público sempre foi muito bonzinho comigo. Eu acho que eles devem perceber que eu gosto tanto deles, portanto gostam de mim de volta.
CB: O lugar em que estou neste momento é exatamente fruto do reconhecimento pelo público. Para mim, foi muito importante o primeiro disco que lancei com o meu nome, o Azul. Com dois músicos fantásticos, o Frank Möbus e o Jim Black; esse grupo ainda existe e já lá vão mais de 30 anos. E, curiosamente, quase diariamente ainda acontece pessoas virem ter comigo a dizer: "eu não gostava de jazz, mas passei a gostar depois de ter ouvido este disco ou depois de ter ido a um concerto seu com esta formação". Nós fazemos música, não é para os músicos, é para as pessoas normais. O nosso público é esse.
Porque os músicos não são pessoas normais?
CB: Normais no sentido em que podem ser críticos, porque estão a ver a parte técnica. O público normal ouve música, ponto final. Não sabe nada de acordes, e não precisa disso. Ou é transportado ou é levado de mão dada na viagem.
A Maria João tocou no tema da crítica musical, que se foi perdendo nos últimos anos nos meios generalistas ou musicais. Faz falta esse trabalho de curadoria, independentemente se a crítica é boa ou má. Não sentem isso, quando hoje há tanta oferta e tanta música para ouvir?
MJ: Sobretudo porque falam, o que torna a música mais presente. Porque uma crítica é o quê? É a opinião de uma pessoa. Mas o importante é o ato desse falar, não é propriamente a opinião. Falar da música que aconteceu, que apareceu. Isso é bestial.
Outro dia fui cantar com um dos finalistas de um programa de televisão, o The Voice. Achei um máximo que haja um programa ao domingo onde as pessoas estão a cantar. As estrelas hoje são os comentadores de política. E a arte e a música? O ato de falar, de mencionar, é a coisa mais importante que um crítico pode fazer. A sua opinião, claro que também é importante, mas o ato de se falar da música, explicá-la, destacá-la, é muito importante, e faz cada vez mais falta.
Por falar no The Voice, o grande público conheceu-te pela Operação Triunfo.
MJ: Que eu adorei fazer, mesmo quando toda a gente me caiu em cima. Amei fazer aquilo, a quantidade de amor que recebi. Até me arranjava para ir ao supermercado porque já sabia que as pessoas iam reconhecer-me. Foi uma altura incrível. Claro que o programa tinha o lado de competição, que era terrível, porque todos os fins de semana saía alguém.
Aproveito esta oportunidade para perguntar: como foi receber o convite para participar nesta edição do Festival da Canção?
MJ: Eu não estava à espera. Foi o Nuno Galopim que falou com a minha assessoria de imprensa. E ela, super frenética, super entusiasmada: "Joãozinha, tu não estás a ver o que eu acabei de receber, eu já te estou a ver...". E eu: "calma, calma, deixa-me pensar". Não levei muito tempo a pensar. Decidi, algures, que quero passar a maior quantidade de tempo da minha vida com a música, a fazer música. E esta é uma oportunidade como outra. Claro que tem o lado da competição, e não sei quê. Mas eu não estou ali para isso. Fiz uma música pequenita para caraças, o que para nós é difícil. Três minutos.
Claro que tudo pode acontecer, pode não correr bem... Às vezes tenho sonhos. Isto é terrível. Sonho que entro no palco, tropeço, caio, bato com a cara, parto o dente da frente e esqueço-me da letra.
Isso é um pesadelo.
MJ: Aquilo é em direto. As pessoas não têm ideia, eu já lá estive, já fui jurada. Atiram-te para um palco pequenito, onde tens, durante 3 minutos ou 2 minutos e 59, que é o que tem a minha música, de fazer um brilharete. É difícil... As pessoas dizem umas coisas no Facebook, mas deviam ser mais respeitadoras.
O público do Festival da Canção às vezes consegue ser mauzinho.
MJ: Mau que se farta. Quando a música foi lançada, fiz o disparate de ver o que diziam, tudo perfis falsos, claro. Achei um deles uma ótima crítica, dizia assim: "O que é isto? Que língua é esta? É língua de palhaço". Achei um máximo.
O que é que podemos esperar no futuro? Mais concertos, mais um álbum?
MJ: Isto é amor, e é para sempre. Não vou, jamais, perder este aqui de vista. Não te vou mesmo perder de vista, prometo. Vamos continuar a fazer música juntos, e fazer música com outras pessoas também, mas manter esta urgência de continuar a tocar juntos. A gente não sabe quanto mais tempo vai estar por aqui.
CB: Até ao final do ano vamos ter uma série de concertos por cá e acho que devemos começar a pensar em gravar um disco novo. Só que vamos ter umas quantas discussões.
Que fique aqui o compromisso: quantos temas é que a Maria João pode escolher?
CB: Para mim, até podem ser todos. Se eu concordar.
MJ: Grande lata.
O que é que estão a ouvir?
MJ: Estou a gravar um disco com músicos africanos, músicos moçambicanos. Então tenho estado a ouvir coisas que me mandaram. A escolher a direção... Também me pediram um projeto para o 25 de Abril, que engendrei logo uma coisa com canções de amor. Não queria falar nem de Revolução nem de cravos, queria falar do amor. Porque não há nada mais revolucionário do que o amor.
CB: Não tenho andado a ouvir nada em concreto. Por hábito não ouço muita música. Mas ultimamente até tenho ouvido, um bocadinho também para estar a par do que é que vai acontecendo aí pelo mundo fora. Vou gravar, daqui a um mês, mais ou menos, um disco novo com o meu quarteto português. Gosto, às vezes, sempre que possível, nem sempre é possível, de ter um disco que sirva um bocadinho de inspiração para qualquer coisa que eu estou a fazer no momento. E é um bocadinho nesse sentido que eu tenho estado a ouvir música. Não no sentido de fazer uma cópia desse disco, que está a servir de modelo.
Por Rita Sousa Vieira
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