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O Museu de Arte Contemporânea de Serralves entrou pela primeira vez na lista dos 100 museus mais visitados do mundo, divulgada pelo The Art Newspaper. A instituição portuense surge na 84.ª posição do ranking referente a 2025, com 902 mil visitantes.
É o único museu português presente na lista, que reúne os espaços culturais com maior afluência a nível global. No topo do ranking está o Museu do Louvre, com mais de nove milhões de visitantes, seguido pelos Museus do Vaticano e pelo Museu Nacional da Coreia.
Segundo a Fundação de Serralves, o resultado reflete a consistência da programação e a capacidade de atrair públicos nacionais e internacionais, reforçando o papel da instituição no panorama cultural europeu.
Os dados divulgados mostram também a recuperação do setor museológico a nível global após os anos mais afetados pela pandemia. Em 2025, os 100 museus mais visitados do mundo ultrapassaram os 200 milhões de entradas, aproximando-se dos números registados antes de 2020.
Entre os museus europeus, o Museu do Prado aparece na 13.ª posição, com 3,5 milhões de visitantes. O Brasil surge com quatro instituições no ranking, incluindo o Museu de Arte de São Paulo, enquanto a Coreia do Sul registou uma das maiores subidas do ano.
O bilhete geral para visitar Serralves custa 24 euros e dá acesso ao museu, ao parque, à Casa de Serralves, à Casa do Cinema Manoel de Oliveira e ao Treetop Walk.

Patti Smith foi distinguida com o Prémio Princesa das Astúrias das Artes 2026, juntando mais um reconhecimento a uma carreira que atravessa música, literatura, fotografia e ativismo cultural.
A artista norte-americana, frequentemente apelidada de “madrinha do punk”, foi escolhida pela Fundação Princesa das Astúrias, que destacou o impacto do seu percurso artístico e a forma como cruzou o rock com a poesia e o espírito da contracultura.
Com quase cinco décadas de carreira, Patti Smith tornou-se uma das figuras mais influentes da cena artística nova-iorquina dos anos 70, sobretudo após o lançamento de Horses, álbum de estreia lançado em 1975 e hoje considerado um marco na história do rock.
Para lá da música, a artista construiu também uma obra literária reconhecida internacionalmente, com livros como Apenas Miúdos, e desenvolveu trabalho na fotografia e noutras disciplinas artísticas.
Nascida em Chicago, em 1946, Patti Smith continua a manter uma presença ativa na cultura contemporânea e a influenciar novas gerações de músicos, escritores e artistas visuais.
O prémio, que distingue anualmente personalidades e instituições com relevância internacional nas artes, será entregue em outubro, em Oviedo. Entre os vencedores de edições anteriores estão Meryl Streep, Bob Dylan e Francis Ford Coppola.

A Dreamia vai lançar um novo canal dedicado à nostalgia televisiva. Chama-se VinTV e estreia a 4 de maio, com uma programação centrada em séries icónicas e filmes clássicos das décadas de 70, 80 e 90. Responsável por canais como o Canal Hollywood, Canal Panda, Panda Kids, Casa e Cozinha e Blast, a Dreamia apresenta o novo projeto como um canal dedicado “ao melhor da cultura vintage”.
Segundo a empresa, o VinTV pretende recuperar conteúdos que marcaram várias gerações e responder ao crescente interesse por conteúdos nostálgicos, cruzando o público que cresceu com estas séries com novas gerações que agora as descobrem.
A programação inclui títulos como Beverly Hills, 90210, Serviço de Urgência, ALF – Uma Coisa do Outro Mundo, Quem Sai aos Seus, O Justiceiro e Morangos com Açúcar.
No horário nobre, o canal terá uma programação temática distribuída ao longo da semana: O Justiceiro às segundas-feiras, ALF – Uma Coisa do Outro Mundo às terças, Serviço de Urgência às quartas e Quem Sai aos Seus às quintas. As sextas-feiras ficam reservadas ao cinema, com clássicos como Flashdance e Footloose entre os primeiros títulos confirmados.
O VinTV estará disponível na NOS (posição 94), Vodafone Portugal (65), MEO (78), NOWO (48) e Digi Portugal (38).

A nova exposição da artista Grada Kilomba já abriu ao público na Albuquerque Foundation, em Sintra. Intitulada O Fundo do Mundo, a mostra reúne instalações de grande escala, vídeo e obras site specific numa reflexão sobre memória, história e futuro a partir do mar.
Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a exposição é apresentada pela fundação como a primeira grande mostra individual da artista em Portugal em quase uma década.
Partindo da pergunta “O que o fundo do mar nos diria amanhã, se esvaziado de água hoje?”, Grada Kilomba transforma o oceano num espaço de memória, abordando temas como a escravatura, o colonialismo, as guerras, as crises climáticas e os genocídios contemporâneos.
A exposição inclui obras inéditas em Portugal, como 18 Verses (2022), Labyrinth (2024) e Opera to a Black Venus (2024), e dá continuidade ao trabalho da artista em torno de narrativas historicamente silenciadas e da condição pós-colonial.
Nascida em Lisboa em 1968 e atualmente residente em Berlim, Kilomba tem desenvolvido uma prática artística multidisciplinar que cruza performance, dança, vídeo, escultura, texto e paisagem sonora. Em 2021, apresentou no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia a instalação performativa O Barco, no âmbito da BoCA – Bienal de Arte Contemporânea. Mais recentemente, expôs no Museu Reina Sofía e recebeu a Cátedra Angela Davis na Universidade Goethe.
O trabalho da artista integra ainda coleções de instituições como a Tate Modern e o Centro de Arte Moderna Gulbenkian.
O Fundo do Mundo pode ser visitada até 26 de setembro no Pavilhão de Exposições Contemporâneas da Albuquerque Foundation.

A adaptação teatral de Clube dos Poetas Mortos tornou-se num dos maiores sucessos de bilheteira do ano e já levou o Teatro da Trindade INATEL a prolongar a temporada até 20 de dezembro.
Antes mesmo da estreia, que aconteceu a 30 de abril, o espetáculo já tinha vendido mais de 28 mil bilhetes. O forte ritmo de vendas e o esgotamento de grande parte das sessões previstas até agosto levaram a produção a estender a temporada por vários meses. Encenada por Helder Gamboa, a peça adapta para palco a história criada por Tom Schulman, autor do filme original Dead Poets Society.
A narrativa decorre num colégio interno norte-americano marcado pelos valores de “Tradição, Disciplina, Honra e Excelência”, onde a chegada do professor de Literatura John Keating desafia o sistema rígido da instituição e incentiva os alunos a questionarem o mundo e a seguirem os seus próprios caminhos.
Com Diogo Infante e Virgílio Castelo no elenco, o espetáculo aborda temas como emancipação, amizade, sonho e perda, recuperando uma história que marcou várias gerações através da célebre mensagem carpe diem.
Depois de passagens por Nova Iorque e Paris, esta é a terceira encenação internacional da obra.
A peça está em cena de quarta-feira a sábado, às 21h00, e aos domingos, às 16h30, na Sala Carmen Dolores do Teatro da Trindade. Os bilhetes custam entre 10 e 22 euros e estão à venda na Bilheteira FNAC.