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Vêm de uma primeira minitour europeia. Como é que correu?
Tomás Wallenstein (TW): Correu muito bem, foi uma aventura. Encontrámos público em todas as cidades por onde passámos. Ainda tivemos bastante público, muita gente que nos queria ver, que já nos conhecia. Uma boa parte eram portugueses — a maioria, como é habitual, já que há tantos espalhados fora do país. Mas, mesmo assim, tivemos contacto com pessoas locais e de outras nacionalidades. No geral, foi uma experiência muito positiva. Foi uma grande alegria. E, por outro lado, para nós, como banda, foi também uma nova etapa. Conseguimos regressar um pouco às origens, voltar aos circuitos dos clubes. E acho que, para a nossa saúde mental e motivação interna, foi muito rico.
Domingos Coimbra (DC): Foi quase como, de repente, ter de voltar a dar uma série de passos. Ir a sítios onde já não estávamos há muitos anos, enquanto banda. E acho que isso vem sempre com um bom grau de desafio e com um certo desconforto que é muito útil.
TW: Há sempre uma incógnita sobre o que vai acontecer. A falta de suporte técnico, por irmos com uma equipa muito reduzida, tem algumas desvantagens, mas também nos aproxima das origens — do entusiasmo de fazer as coisas assim, como no início. E acho que isso foi muito saudável. Talvez até passemos a integrar mais este tipo de experiência na nossa rotina, entre o circuito mais estabelecido e seguro cá em Portugal, e outros territórios que possamos ir visitando e descobrindo.
Uma equipa mais reduzida... Quantos é que são na estrada?
TW: Em Portugal somos alguns. 13, às vezes 14.
DC: Lá fora fomos seis, já contando com quem trata do merchandise.
TW: Quatro músicos, um técnico de som e um road manager.
Há quanto tempo é que não passavam por essa experiência?
DC: Há dez anos... Seis? Seis.
TW: Se calhar até mais.
É perigoso quando uma banda entra numa zona de conforto?
TW: Acho que sim. Não diria perigoso, mas tem os seus riscos. Pode haver uma tendência para amolecer um pouco. Não o entusiasmo, mas talvez a genica. Os desafios vão sendo anulados para garantir que tudo corre da forma mais eficiente possível. E isso tem valor, claro, mas também pode levar a um certo modo de piloto automático. Não é uma queixa; estamos num bom lugar em Portugal e devemos tudo ao público português. É aqui que continuamos a dedicar-nos. Mas é importante incluir na rotina outras aventuras, como temos feito: concertos com Orquestras, colaborações, os filmes... Sair da repetição ajuda-nos a reinventar, a manter a motivação, a união.
DC: Concordo com o que o Tomás disse. Quando falamos em desconforto, não é só sobre uma digressão europeia. É uma procura contínua, ao longo dos anos. O tempo passa, e muitas vezes há uma associação entre envelhecer e relaxar, e nós tentamos contrariar isso. Pensamos sempre: o que é que esta banda pode fazer mais? O que é que ainda não fizemos? Como é que nos atiramos para fora de pé e, nesse processo, crescer como grupo?
O que é que ainda não fizeram?
DC: Muita coisa.
TW: Há ainda muitos sítios onde podemos ir.
DC: Gostávamos de repetir esta experiência que tivemos na Europa, mas no Brasil. Tocámos lá uma vez, quando gravámos o Invenção do Dia Claro, mas é um objetivo conseguir fazer mais concertos por lá. E depois... Sei lá, tantas outras coisas.
TW: Acho que, se mantivermos este espírito mais aberto, e conseguirmos conciliar isso com as nossas vidas pessoais — que também começam a ficar mais preenchidas — podemos continuar a explorar. Não se trata só de não querermos abdicar, é também não querermos perder o que se passa cá: as crianças a crescer, as famílias... Há em nós uma vontade grande de não nos afastarmos demasiado, porque podemos mesmo perder momentos importantes.
DC: É aquela ideia de estar num soundcheck em Londres ou Amesterdão e, entre tempos, fazer chamadas de vídeo com as nossas filhas.
TW: Sim, é um equilíbrio. Um jogo que vamos ter de gerir com atenção. Se ficarmos demasiado conservadores, podemos desperdiçar anos que podem ser os melhores da banda. Mas, se nos focarmos em excesso, arriscamos perder os melhores anos da vida pessoal, dos filhos, da família... É um equilíbrio delicado, que temos de ir fazendo com cabeça.
Porque é que estes podem ser os melhores anos da banda?
TW: Já tivemos anos muito bons, mas sinto que estamos numa fase particularmente boa agora. Chegámos a um ponto de contacto com o público que é muito alegre, há muita gente a querer ver-nos, entusiasmada, e isso dá-nos alento. Temos também condições e métodos de organização que nos permitem trabalhar mais e com mais profundidade na música. Por isso, acredito que na criação musical temos tudo para continuar a fazer coisas boas. Claro que isto também é o meu lado otimista a falar; gosto de pensar que o futuro será melhor do que o passado, independentemente de como o passado tenha sido. A vida da banda tem tido altos e baixos, mas no geral tem corrido bem. E acredito sempre que pode correr ainda melhor. Por isso, olho para o futuro com otimismo.
Com um público que vos acompanha há vários anos, têm notado a presença de novas gerações nos vossos concertos?
DC: É curioso, era mesmo isso que ia dizer. Há um pouco de tudo. Há quem nos acompanhe desde sempre, há quem tenha seguido e depois deixado de seguir, por causa de mudanças na música ou porque a vida seguiu outro rumo. E, com os anos, temos visto cada vez mais caras novas. Já começamos a ter também filhos de quem nos ouvia no início, miúdos e crianças que agora ouvem Capitão Fausto. Com o Subida Infinita, então, notámos uma mudança clara, sobretudo na digressão pelos teatros. Vimos imensa gente nova. Tínhamos o hábito de perguntar quem é que estava a ver Capitão Fausto pela primeira vez, e muitas vezes mais de metade da sala levantava o braço. Isso é interessante. É esse jogo curioso das bandas: há artistas que estão sempre a mudar de público, o que não é necessariamente mau, porque estão sempre a trazer pessoas novas. Mas há também os que mantêm um público que acompanha tudo o que fazem. Essa equação é difícil de prever. Acho que temos tido a sorte de ter um pouco dos dois.
TW: Até porque quem nos acompanha há mais tempo tem agora os mesmos desafios que começámos a sentir. Alguém que nos via há 15 anos, provavelmente agora também tem filhos e só consegue ir a um ou dois concertos por ano.
DC: Passámos a escolher muito mais os concertos a que vamos. Isso é algo mais dos 30 do que dos 20. Havia putos que nos viam 40 vezes num par de anos. E agora, com o tempo, se calhar pensam: “Vou a este concerto ou àquele.” Ou dizem: “Não falho o do Coliseu.” Ou o da MEO Arena, ou o FNAC Live.
Já que falam na MEO Arena... Até provocaram um apagão com o anúncio desse concerto, que vai acontecer a 26 de janeiro de 2026.
TW: A falar a sério, foi engraçado. Nós já tínhamos o anúncio para publicar desde o final do mês de janeiro. Temos a data afinada e foi entre garantir a data, perceber qual era a melhor altura para anunciar, angariar os parceiros certos, por aí fora. E, ao fim de várias reuniões, escolhemos aquele dia: segunda-feira [28 de abril], às dez e meia da manhã. Publicámos às onze e um quarto...
DC: Eu fui à rádio dar duas entrevistas. Toda a gente que fiz dizia: “Estão a fazer a MEO Arena”. E, de repente... estava a ter uma reunião, já não sei porquê, e começa tudo a ir abaixo. Só há uma forma de encarar isso, e é a rir.
À distância de quase um ano, como é que já preparam esse concerto?
TW: Com alguma apreensão, naturalmente. É uma nova aventura, numa escala muito superior a tudo o que fizemos até agora. Acho que, lá está, é o momento certo. É um risco que estamos dispostos a tomar. E também, trabalhando com esta antecedência, estamos entusiasmados para começar a preparar um espetáculo que nos vai permitir aprofundar e ir ao pormenor com o alinhamento, com a narrativa toda. E aproveitar, se calhar, esse momento para fazer uma retrospetiva mais ampla da nossa carreira, que normalmente, nos concertos que damos habitualmente, não se proporciona. E sabemos que quem for estará ali para celebrar isso connosco. É o tipo de evento que, pela sua dimensão, chama pessoas que normalmente não se organizam logo. Podem dizer: “Ah, mas eu já vi Capitão Fausto, no ano passado, na Culturgest, agora não vou outra vez...”. Mas, havendo uma data desta envergadura, dizem: “Ah, não, esta vou mesmo”.
Há uma mudança clara, com artistas portugueses a atuarem cada vez mais nos maiores palcos, como a MEO Arena, o Campo Pequeno ou o Pavilhão Rosa Mota. Que leitura fazem deste novo paradigma?
DC: Antes de nós, outros artistas já tinham trilhado caminhos que nós depois seguimos. Seja por descobrirem o circuito de clubes, seja pelos festivais que fizeram... E estou a ir aos anos 80, 90, aos concursos de bandas e a essas coisas que começaram aí. E é verdade que, nos últimos anos... Eu estava à conversa com o Rui Miguel Abreu há uns tempos e ele falava disso, que é inegável que, nos últimos dez anos, começou a haver muitos mais artistas a fazer concertos grandes em nome próprio. E isso também é sinal de muitos anos em que se tem investido mais em música portuguesa, em que há mais ouvidos e mais rádio para a música portuguesa. E, da nossa parte, há também um gosto especial por conseguirmos alcançar isto enquanto banda. Espero que passe uma mensagem a bandas mais novas, a miúdos que também podem ambicionar um dia chegar aí.
TW: Acho que, em Portugal, está-se a atingir um ponto de equilíbrio interessante. Temos muita música estrangeira a vir aos festivais e nas programações das grandes salas, mas também temos cada vez mais artistas portugueses a partilhar esse espaço. E isso, no mínimo, é importante para contrariar aquele sentimento de pequenez que Portugal às vezes tem. Aquela ideia de que o que é bom é lá fora, e que aqui é tudo mau. E mesmo que às vezes isso tenha um fundo de verdade e existam dificuldades, devemos tentar contrariar. Por isso, acho que não só é saudável como é desejável que isto continue assim. E fico mesmo contente por estar a viver este momento.
Sentem que ajudaram a moldar parte da cena musical portuguesa? Quando olham para a nova geração de músicos portugueses, reconhecem ecos do vosso trabalho?
TW: Acho que, mais pela nossa longevidade e pelo papel público que desempenhamos, isso possa estar a contribuir, do que apenas pela música em si. Mas talvez sejamos uma referência maior pelo tempo que continuamos ativos e pelo tipo de trabalho que fazemos como banda e grupo unido.
DC: Talvez através da Cuca Monga, também. Insistindo na edição musical, neste estúdio que construímos, e nas centenas de obras que já ajudámos a editar, gravar, produzir. Esse é um lado de influência direta, mas também de partilha de conhecimento, que tentamos manter ao longo destes 15 anos de banda. Partilhar informação e experiência com novos artistas, cantores, instrumentistas, ajudar a trilhar caminhos. Depois, há o lado sonoro, que sim, às vezes posso ouvir algo que me faz...
Quando aparece uma banda nova, dentro de determinado registo, não tarda a comparação: “Ah, soa a Capitão Fausto”.
TW: Já ouvi isso, mas quando ouço as músicas não sinto muito essa influência direta. Acho que temos uma forma muito particular de olhar para a nossa própria música, e não a ouvimos da mesma forma que o público.
DC: Eu não me importo com essa comparação. Quando lançámos música, também nos diziam que soávamos a outras coisas. Entendo que, para as bandas novas, ouvir isso pode não ser agradável. Mas é inevitável que se parta de referências. As boas bandas precisam de tempo para se desvincularem dessas influências. Não vejo com maus olhos uma banda jovem que mostra essas referências, porque é essa a razão pela qual acabam por evoluir. É importante existir espaço para essa curva de aprendizagem que muitas bandas têm. Basta pensar que muitos artistas começam por tocar covers. Foi o nosso caso, começámos por tocar covers das bandas de que gostávamos, e as primeiras músicas queriam soar a Arctic Monkeys ou Franz Ferdinand. Só depois, com muito trabalho e ensaios, percebemos qual era o nosso som e aquilo foi crescendo.
TW: As referências nunca desaparecem, não é? A diferença é que começamos a conseguir desmistificá-las melhor. Alguém pode estar a tocar algo que lembra os Stranglers, outro a fazer uns acordes que remetem para os Beatles, e essa mistura cria uma coisa nova, uma sonoridade mais indistinta.
Há pouco mencionaram este estúdio, onde estamos, perto da Avenida de Roma. Foi onde gravaram...
TW: O Subida Infinita. Estamos aqui desde 2023.
Apanhou o processo de gravação...
TW: O processo final.
DC: O processo do Subida Infinita foi, como o nome indica, infinito. Passou por várias salas de ensaio e por vários momentos da banda, mas foi aqui que encontrou o seu final.
De que forma é que esse espírito um pouco nómada, entre estúdios, se refletiu na música?
DC: Foi uma das partes mais difíceis do álbum. Para começar, apanhou aqueles anos difíceis pós-Covid em que ninguém sabia muito bem o que ia acontecer. Internamente, como banda, também não sabíamos qual seria o futuro, especialmente com a saída do Francisco [Ferreira]. Para somar a isso, estávamos sem sala de ensaios, tínhamos de sair de uma, ir para outra, e depois para outra.
TW: A Cuca Monga não tinha um sítio fixo. Muitas vezes, estávamos numa garagem com o material num canto, com o computador em cima do capô do carro, a mandar e-mails. Essa incerteza, ao contrário do que falávamos antes, trouxe dificuldades. Foram anos complicados para a banda, e a saída do Francisco também nos obrigou a perceber se íamos conseguir continuar.
A saída do Francisco foi o maior desafio artístico que enfrentaram?
DC: Foi o maior desafio da banda. A premissa era atípica porque a saída do Francisco não foi “não faço este álbum”, mas “vou sair quando este álbum acabar”. Quis fazer esse compromisso connosco. Isso traz uma carga, pois é fazer música sabendo que pode ser o fim da banda. Não diria que estava em aberto, mas era uma das possibilidades. E como fazer isso numa altura em que era difícil ensaiar?
TW: Por outro lado, ajudou-nos a digerir o assunto ao longo do tempo. Tivemos quase dois anos entre a saída e o disco, que estava a ser feito. Isso ajudou a habituarmo-nos à ideia. Foi uma espécie de luto.
Tentaram adiar o lançamento do disco porque isso significava oficializar a saída do Francisco?
TW: Foi mais porque não conseguíamos finalizar as músicas, não encontrávamos o que o disco era exatamente até estabilizarmos a situação, inclusive nas relações internas, que ficaram um pouco mais difíceis. Cada um estava numa fase de novos começos na vida pessoal, e isso complicou as coisas.
DC: Foi o fim da Covid, a morte do nosso amigo Gastão, filhos a nascerem…
TW: Tivemos coisas muito boas e muito más ao mesmo tempo. Quando encontrámos este sítio, também encontrámos um local onde podíamos voltar a sonhar e perceber como fazer o disco. Acho que o disco carrega essa carga. Olhando para trás, estou bastante orgulhoso. É um disco relativamente atípico em relação aos outros, nota-se que traz bocados de vários sítios e de fases diferentes. Não é tão conciso ou tão “fotográfico” de um momento como Capitão Fausto Têm os Dias Contados ou A Invenção do Dia Claro.
DC: Só começámos a perceber o álbum que tínhamos em mãos quando a quinta ou sexta música ficou pronta.
TW: Começámos os primeiros ensaios para o disco em janeiro de 2021 e saiu em março de 2024. São mais de três anos.
DC: Exatamente, foi o que mais tempo demorou a sair.
Demorou cinco anos.
DC: Alguns acham virtude, outros defeito da banda, mas temos esta coisa de não irmos muito ao impulso. Parece que há um ritmo neste grupo. É preciso algum tempo para depois voltar a criar, até para ir buscar influências, intuitiva ou abstratamente, e perceber o que se quer fazer. Mas temos mesmo esta coisa de “abre torneira, fecha torneira”. Já falámos entre nós que seria bom evitar um fechar total...
TW: Por outro lado, também acho que já estamos a fazer o possível para sermos produtivos. Temos uma rotina bastante saudável de trabalho: entramos de manhã, temos um nine to five, salvo quando estamos em concerto. Não há muito mais que possamos fazer em relação a isso. Acho que temos de aceitar esse ritmo, perceber em que projetos nos envolvemos, qual a dimensão do trabalho que exigem e começar a dar prioridade a algumas coisas.
Em que fase estão agora?
TW: Estamos a acabar um projeto muito longo, que ainda não podemos revelar, mas que começou em 2017 e está agora a terminar. É uma grande empreitada, mas em 2026 haverá novidades, com certeza. Paralelamente, temos estado a montar o espetáculo.
O que é que estão a ouvir?
TW: Ando a ouvir muito Man I Trust, Tim Bernardes, Lola Young. No ano passado ouvi muito o Here In The Pitch da Jessica Pratt.
DC: Tenho ouvido Strawberry Guy, um miúdo que explodiu no TikTok, com umas músicas muito boas, mas também Yellow Magic Orchestra e Rapaz Ego.
TW: Também ando a ouvir um disco de que gosto muito, dos Her's. Uma banda que teve um final trágico, morreu num acidente de carro em 2019. Têm uma música incrível chamada What Once Was.
Já que o TikTok foi mencionado, como é que descobrem música nova?
TW: Boa pergunta. Tenho-me feito essa pergunta a mim mesmo.
DC: Foi mesmo por acaso. Vi um vídeo que nada tinha a ver com música, ouvi quatro acordes e percebi instantaneamente que eram bons acordes. Há uma razão para certas coisas crescerem e se tornarem virais. É difícil saber tudo o que faz uma música viralizar. Mas aquele miúdo tem muitas canções que viralizam, usadas em vídeos de tudo e mais alguma coisa. O TikTok não é minha principal fonte, temos um grupo no WhatsApp que é muito útil, chama-se Jorralink. É um grupo onde só se partilham links de música; quem escreve outra coisa é banido. É aí que vou buscar alguma música. Depois, tenho uma coleção grande de vinis, herdada do meu sogro, e muitas vezes o programa ao jantar é pegar num vinil e ouvir. É assim que conheço muita música, antiga e nova.
TW: Também recebo muitas sugestões do Spotify ou da Apple Music. Vou ouvindo e faço save. Tenho em atenção os nomes que aparecem nos cartazes dos festivais, isso ajuda a descobrir coisas novas. Antigamente era mais fácil porque passávamos mais tempo livre juntos, todos mostravam música uns aos outros e isso contagiava o grupo.
O que podemos esperar do concerto no FNAC Live, a 7 de junho?
TW: Podemos esperar uma grande celebração. Vamos encontrar o nosso público, os nossos amigos de Lisboa, com quem já não estamos, se não me engano, desde o Rock in Rio. Tivemos um pequeno concerto na Sala Lisa, para 90 pessoas, foi mesmo... Fizemos esse concerto para preparar a digressão europeia, para perceber os ritmos da montagem do palco, problemas que podiam surgir antes que se tornassem reais. Portanto, é com muita alegria que voltamos a Lisboa, e acho que vai ser o último por cá antes da MEO Arena. Vamos revisitar toda a nossa discografia; a ideia é passar por tudo o que tem sido a música da banda, com destaque para o Subida Infinita e, talvez, os dois últimos álbuns. É por aí que vai ser.
No dia 7 de junho, os Jardins da Torre de Belém vão encher-se de música, energia e talento 100% nacional. A partir das 15:00, entrada livre. Sabe mais em fnac.pt/fnaclive e segue a @culturafnac para estares sempre a par das novidades.
Por Rita Sousa Vieira
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