Escolhe a tua loja FNAC

Todas as Lojas

FNAC Alameda
FNAC Alfragide
FNAC AlgarveShopping
FNAC Almada
FNAC Amoreiras
FNAC Av Roma
FNAC Aveiro
FNAC Braga
FNAC CAMPO PEQUENO
FNAC Cascais
FNAC Castelo Branco
FNAC Chiado
FNAC Coimbra
FNAC Colombo
FNAC Évora
FNAC Faro
FNAC Gaia
FNAC Guimarães
FNAC IST
FNAC Leiria
FNAC Loulé
FNAC Madeira
FNAC Mar Shopping
FNAC Montijo
FNAC NorteShopping
FNAC NOVA SBE
FNAC Oeiras
FNAC Penafiel
FNAC Setúbal
FNAC Sintra
FNAC Torres Novas
FNAC UBBO
FNAC Vasco da Gama
FNAC Viana do Castelo
FNAC Vila Real
FNAC Viseu
TIAGO PINTO EM ENTREVISTA
ENTREVISTA A TIAGO PINTO - VENCEDOR NTF 2023 - ILUSTRAÇÃO ENTREVISTA A TIAGO PINTO - VENCEDOR NTF 2023 - ILUSTRAÇÃO

“Júlio Pomar despertou-me a atenção para a pintura"



Tiago Pinto, o vencedor da categoria de Ilustração dos Novos Talentos FNAC 2023, conta-nos a história de Composições mais ou menos mortas. Uma conversa que nos levou à Madeira, ao coletivo Melro e às suas influências.


O que te levou a participar nos Novos Talentos FNAC?


Foi a minha mãe que me avisou que as candidaturas dos Novos Talentos FNAC estavam abertas. Decidi candidatar-me com um trabalho feito no âmbito de um projeto de Faculdade na cadeira de Desenho Analógico. O trabalho final para essa disciplina era fazer várias composições de natureza e decidi pegar em várias figurinhas do Presépio e trazê-las para um contexto do quotidiano, como se fossem objetos que utilizamos no dia a dia.

 

O que sentiste quando anunciaram o teu nome e percebeste que tinhas vencido?


Nem queria acreditar. Como foi dito primeiro o nome dos vencedores das Menções Honrosas, depois de terem anunciado o nome das duas menções vencedoras, já não esperava ouvir o meu nome. Fiquei muito contente.

 

De que trata Composições mais ou menos mortas?


A ideia parte do conceito de natureza morta, algo que sempre achei interessante. A composição de natureza morta tem uma conotação negativa, que acho que não faz sentido. Por exemplo, no inglês é still life, que é muito mais delicado. Decidi trazer uma tradição, que talvez tenha vindo a perder-se no tempo, que é a do fazer o Presépio. Vejo-o pelo que aconteceu em minha casa, cada vez foram ficando mais pequenos até se deixar de fazer. Composições mais ou menos mortas revive essas pequenas figuras toscas do Presépio, trazendo-as para o quotidiano. 



 



Como te apresentas: artista visual, pintor, ilustrador?


Pintor. Neste momento estou a tirar o Mestrado de Pintura, por isso associo-me principalmente à pintura.

 

Quando é que começaste a pintar?


Foi um processo normal. Comecei quando era mais novo, tinha um mágico, daqueles que dá para desenhar e apagar, e levava-o para todo o lado. Sempre fui um rapaz tímido, preferia estar a desenhar do que a correr por aí. No Secundário escolhi ir para a via artística e aqui estamos nós agora.

 

Quem são as tuas referências ou onde é que te inspiras?


Gosto muito do pós-impressionismo. De artistas atuais gosto muito do Júlio Pomar, que despertou-me a atenção para a pintura do rural e para a nossa cultura; da Paula Rego, claro, e do Joaquim Rodrigo. 

 

O que é o Coletivo Melro?


É um coletivo de artistas que surgiu em 2021, constituído por mim e por mais quatro colegas. Assim que acabou a licenciatura, decidimos entrar no meio artístico, principalmente na Madeira, e queríamos expor os nossos trabalhos. É bom haver partilha entre pares, trabalhar sozinho às vezes é bastante difícil. O Coletivo Melro é uma forma de nos apoiarmos e de puxarmos uns aos outros.

 

Já participaste em algumas exposições coletivas. Ambicionas ter uma em nome próprio?


Sim, claro. Até agora as exposições em que participei foram sempre coletivas, mas quero fazer uma exposição individual. Faz todo o sentido tentar explorar essa vertente, especialmente porque no Mestrado tenho trabalhado mais o meu projeto pessoal. Não digo que vou deixar de fazer coisas com o Coletivo Melro, porque são os meus amigos, que eu adoro e sempre que tiver uma oportunidade quero fazer coisas com eles.

 

Qual a influência da Madeira no teu trabalho?


Este ano foi o meu primeiro ano fora da Madeira, e é normal sentirmos saudades. As raízes insulares são sempre importantes no nosso trabalho, mas não o influenciam diretamente.

 

Que outros projetos tens no horizonte?


Neste momento estou bastante focado no meu Mestrado, mas estou a tentar arranjar projetos para o verão, na Madeira. Talvez com o Coletivo Melro, vamos ver o que surge.

 

Qual é a pior coisa que podem dizer a quem desenha ou pinta?


Talvez pedirem-me para lhes fazer um retrato: 'tu desenhas, agora desenha-me'. Mas acho que é normal.

 

Conta-nos uma coisa que mais ninguém saiba.


Sou viciado em videojogos, e estilisticamente acabo por ser influenciado por alguns deles.

 

Onde podemos seguir o teu trabalho?


No meu Instagram, @tiagohpinto. Não tenho nenhum site porque não conseguia pagar. Agora, com o valor do prémio talvez consiga. 

 

Vê AQUI o trabalho vencedor e as duas menções honrosas na categoria de Ilustração dos Novos Talentos FNAC 2023.

ENTREVISTA A TIAGO PINTO - VENCEDOR NTF 2023 - ILUSTRAÇÃO
cultura.fnac.pt desenvolvido por Bondhabits. Agência de marketing digital e desenvolvimento de websites e desenvolvimento de apps mobile