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Estão prontos para bater os números do filme da Barbie?
Os números da Barbie a nós não nos assustam, já vi o filme e gostei imenso, achei fantástico. Não vou mentir, tudo o que vier é bom. Fazer um filme em Portugal e para o público português é uma coisa absolutamente insana. O público português está divorciado do cinema feito em Portugal há imenso, as pessoas dizem que o cinema português é mau sem o ver. Porquê? É mais ou menos a mesma coisa que dizer que o Manuel de Oliveira é uma seca. Quantos filmes viram do Manuel Oliveira? Se calhar não viram nem um, mas já se habituaram, já vem de geração em geração essa coisa do: "meu filho, quando cresceres diz: o cinema português é uma porcaria". E vai passando, é tipo Rei Leão. O Mufasa vai com o Simba ao cimo do monte e diz: tudo o que for cinema português, elimina da tua vida; um dia vais perceber o que estou a dizer. Nós estamos preparados para bater as nossas próprias expectativas. Porque temos filme para isso, mas também porque temos um lastro da série que justificará, no mínimo, a curiosidade tanto daqueles que a viram como dos que não percebem porque é que gritamos muito alto "felt".
E de repente, com a Barbie, parece que toda a gente sentiu uma enorme vontade de ver um filme na grande tela. O que é ir ao cinema nos dias de hoje?
A tua pergunta é interessante sob vários pontos de vista. Em primeiro lugar, este é o primeiro grande ano da recuperação, pós-pandemia, do cinema. O ano passado foi um ano de vingança, este é de recuperação efetiva. Nesse sentido, acho que as pessoas sentem uma enorme falta de pertencer a qualquer coisa, e hoje, infelizmente, isso confunde-se com tendências. O Barbenheimer, enquanto double feature, é um fenómeno espetacular. Ver o Barbie e o Oppenheimer no mesmo dia, como eu fiz, não por tendência, mas porque havia uma pessoa que fazia anos e ofereceu a toda a gente bilhetes... Mas de repente esse fenómeno é uma tendência, e ainda bem que é, ir ao cinema ver dois filmes de seguida é magnífico.
Só que agora, como dizemos no Pôr do Sol, as pessoas têm aquelas televisões fininhas em casa, e como têm, não saem de casa para ir ao cinema e para ter essa experiência social basilar. Mesmo que seja má. A última experiência má que tive no cinema foi quando fui ver o Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo. Estava a adorar, mas estavam cinco miúdos a falar como se estivessem em casa. Foi a primeira vez que fiz isto na vida, mas levantei-me e mandei um berro. Como diz o Simão, essa maldade e mal criadismo
devem saber bem a alguém, a mim sabem-me mal. Gostava que a ida ao cinema continuasse a ser uma coisa, não digo sagrada, mas a que damos muito valor. E, se calhar, o Pôr do Sol, enquanto série, faz com que as pessoas, ou os fãs da série, se sintam como pertencentes a um grupo. Se esse grupo se juntar para ir ao cinema, pode ser uma mais-valia para o filme.
Porque é que decidiram acabar a série no auge do seu sucesso? E porquê um filme para encerrar o capítulo?
Por várias razões. Como imaginas, ou a maior parte da malta imagina, depois da segunda temporada a pressão para continuar foi gigante. Nós acreditamos, como diz o Seinfeld, que uma fatia de bolo de chocolate é boa, o bolo inteiro enjoa. Somos muito apologistas dessa filosofia, de que as coisas boas também têm de acabar. Por outro lado, sentíamos que um ponto final, que na nossa conceção teria de ser apoteótico, tinha de nos lançar para uma coisa maior. Que nos desafiasse, do ponto de vista estético e de linguagem, mas que também colocasse a câmara muito mais próxima daquilo que eu, enquanto realizador, quero fazer. Isto é, uma câmara narradora, uma câmara que tem opções e decisões pensadas de outra forma. O próprio argumento explora a tridimensionalidade das personagens e o seu backstory de uma forma muito mais profunda que o Pôr do Sol enquanto série não se quis aventurar.
De que forma?
Se repararem, a primeira temporada era uma colagem absurda à linguagem das novelas — plano geral, fechado, fechado, geral, fechado, o teu pai é teu primo, etc —, mas a segunda já se mete um pouco mais em bicos de pés, já aposta numa linguagem um pouco mais de exteriores, em planos de sequência, com uma cor diferente, como algumas séries fazem questão de ter. O filme é um filme, não é um episódio passado para a tela. Tentámos equilibrar as coisas de forma que quem nunca tivesse visto a série não perdesse muita coisa, mas que quem tivesse visto pudesse olhar e dizer "ok, estes gajos voltaram a dobrar um bocadinho o limite das coisas e surpreenderam-me". Isso é o que gostávamos que acontecesse com os fãs da série. Fazer uma terceira temporada por fazer, seria para quê? Por causa do cheque? O cheque não compensa muito, não há muito dinheiro para pagar séries. Seria por amor à camisola? Nós gostamos destas personagens independentemente de as filmarmos todos os anos. Portanto, teria mesmo de ser uma coisa que nos desafiasse. Sentimos que fazia todo o sentido explorar o último passo de maneira igualmente arriscada como tínhamos feito com os outros dois.
A exibição do fim da segunda temporada nas salas de cinema foi um teste para o filme?
Não digo que tenha sido um teste consciente, porque acho que não foi. Mas no limite, qualquer um de nós, eles mais nos cinquenta, eu a chegar aos quarenta, tinha o sonho de fazer um filme que fosse muito divertido e que normalizasse uma lógica Mel Brooks em Portugal. Quando digo Mel Brooks estou a meter-me em bicos de pés, nem aos calcanhares do senhor vamos chegar. Não foi um teste consciente, mas serviu como um grande élan para nos lançarmos nesta epopeia e neste ponto final com pompa e circunstância. Depois de ter esgotado em nove salas em três minutos, tudo grátis,
importa dizer que foi grátis... Isso levantou a questão: "Se fizéssemos uma coisa deste género, será que a malta aderiria?”. Então, se for para fazer, que seja um filmalhaço daqueles épicos, que valha a pena tomar banho, sair de casa e ir para o cinema.
Pôr do Sol - O Mistério do Colar de São Cajó é mesmo um ponto final?
É. A saga da família Bourbon de Linhaça termina aqui, com o filme de Pôr do Sol. Ninguém vai descobrir, séculos mais tarde, em Tatooine, depois de passar uma nave, um Bourbon de Linhaça primo do Imperador. O que pode acontecer, e já está a acontecer, é que os Jesus Quisto ganhem vida própria.
Vai ser complicado largar estas personagens?
Não. Não me importo de rever o Pôr do Sol éne vezes, como não me importo de rever o Star Wars éne vezes para ver o Darth Vader. Há uma dose de nostalgia, não nego; há uma dose de emoção grande, não nego; mas está bom, deixa-os ficar onde estão agora. A última coisa que quero ver é o Simão com incontinência.
Certo, mas não olham seguramente para ambos com os mesmos olhos. Não foram vocês que criaram o Darth Vader, mas foram vocês que deram vida aos Bourbon de Linhaça.
Claro, mas continuo tão fã do Darth Vader como o miúdo de 8 anos que o viu pela primeira vez. Portanto, acho que não nos vai custar, vai ser o fechar de um álbum de fotografias animado. Já há não sei quantas personagens pensadas para outras coisas, que eu espero que tenham o mesmo tipo de excitação.
Diz-se de algumas programas do Herman José, ou até dos Gato Fedorento, que “hoje já não era possível”. Há 15 anos seria possível fazer o Pôr do Sol? E daqui a 15?
Fico muito lisonjeado por dizeres isso, no sentido em que isso é assumir que o Pôr do Sol foi um marco. Acho que há alguns pontos na história da nossa comédia televisiva que são francamente revolucionários: o Raul Solnado, o Herman José e os Gato Fedorento. Depois há uma série deles que são excelentes, dos quais também sou fã, mas que são um bocadinho herdeiros desses passos pioneiros. O Herman é o meu herói do humor nacional e continuará a ser até o fim dos meus dias, como os Monty Python e o Mel Brooks continuam a ser os meus heróis internacionais do humor.
Se há 15 anos isto já tinha sido possível? Evidentemente que sim, mas não com estes meios, não com esta espetacularidade, não com tudo o que conseguimos colocar na série, porque também é fruto do avançar tecnológico e técnico. Já é possível ter três gémeas... Há trinta anos, o Herman fez O Diário de Marilu já com estes pressupostos. Não há nenhuma originalidade no Pôr do Sol, o original está em nos deixarem sonhar e fazer isto. Portanto, já tinha sido possível fazer isto há algum tempo, pese embora que nos últimos 15 anos o poder do humor, de um ponto de vista geral, cresceu muito no nosso país. Os humoristas podem mais que muitos atores, o que é excelente, por um lado, assustador por outro. Prezo muito a arte do humorista, acho que é fundamental para nos vermos a nós próprios retratados e porque são, regra geral, muito bons observadores. O Ricardo Araújo Pereira é provavelmente um dos melhores observadores da realidade e da condição portuguesa no século XXI.
Daqui a 15 anos, espero que venham outras coisas. Não o Pôr do Sol, mas outras coisas que nos desafiem na forma como vemos e fazemos televisão.
E continuará a ter piada, como hoje continuam a ter algumas das rábulas do Herman José?
Não faço ideia, mas espero que sim. Porque acho que há uma dose de intemporalidade nas barbaridades que os Bourbon de Linhaça dizem. Mas também porque há um aspeto que me parece super ternurento, que é a das gerações dos pais explicarem à dos filhos algumas das referências que vêm nos diálogos e nas ações. Sem me querer adiantar, no filme há uma cena que foi absolutamente e intencionalmente copiada do Mystic River, que algumas pessoas que já o viram conseguiram identificar e que tiveram de explicar à malta mais nova. Eu espero que o Pôr do Sol resista ao tempo, e que em vez de afunilar se abra a mais gerações.
Assim como algumas frases do Herman e dos Gato resistiram e deixaram, de certa forma, de ser deles, entrando no nosso vocabulário, pode acontecer o mesmo com algumas expressões de Pôr do Sol?
Na altura da série, houve quem, muito gentilmente, dissesse, e isso para mim foi lapidar, que o Pôr do Sol é o Tal Canal desta nova geração. Isso é quase adiantarem serviço ao meu epitáfio. Mas sim, houve algumas expressões de Pôr do Sol que já entraram na pop culture portuguesa, da mesma forma que a minha geração teve com coisas como o "oh senhor engenheiro, você não se desgrace". Quando percebemos que a Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, ou o Bruno Dias, do PCP, usaram os Bourbon de Linhaça em comissões de inquérito ou em campanha... Inacreditável! Já para não falar dos Jesus Quisto, quanto tens três mil pessoas no NOS Alive a cantar Beavers in Loves, ficas mesmo...
O que move alguém a ir a um concerto dos Jesus Quisto no NOS Alive?
Estava no backstage e muitas vezes vinha à rua. Estavam três mil pessoas ao magote, tipo lata de sardinha, a tentarem ver cinco pessoas em cima do palco a ouvir em conjunto uma cassete. Isso é um sentido de pertença. Eu olhava para as pessoas e elas olhavam para mim... Para já, reconhecerem-me é sinistro, porque eu estou sempre atrás das câmaras. Mas havia uma dose de esperança na cara das pessoas, esperança não sei em quê. Talvez esperança de podermos rir em conjunto de uma coisa. Acho que é isso que move centenas de pessoas a ir ver o Isto é Gozar com Quem Trabalha, que move as pessoas a esgotarem a Altice Arena para ver Uma Nêspera no Cu. Porque andamos muito mais vezes à batatada em conjunto do que nos rimos em conjunto. E que bom que isso é.
Qual foi o momento em que perceberam: “isto vai ter sucesso”?.
Olha, não sei precisar exatamente o momento, mas acho que é mais ou menos simultâneo à avalanche de memes que assolou o Twitter. Eu tinha uma conta de Twitter moribunda, apenas com uma frase publicada em 2012. No dia em que recuperei a conta, fiquei com mais sete mil seguidores. Quando a série foi tendência durante uma ou duas semanas percebemos que isso já nos tinha ultrapassado completamente e que tinha entrado para o éter do hashtag.
Era possível ter tido este sucesso sem a RTP Play?
Não, e digo porquê. Acho que que o fenómeno de Pôr do Sol, e não são palavras minhas, são palavras do José Fragoso [diretor de programas da RTP], é um case study. Numa altura de migração da televisão linear para a televisão digital, a RTP oferece um serviço de uma qualidade rara na Europa. A plataforma da RTP Play é das melhores plataformas de conteúdos na Europa. De facto, tem uma oferta absolutamente inacreditável do ponto de vista da riqueza multigénero: tem concertos, debates, entretenimento, informação, documentários... E dessa panóplia de coisas, surge um fenómeno chamado Pôr do Sol, que atraí um milhão e 200 mil espectadores por episódio (mais 400 mil na televisão linear). Isso diz-nos que há uma migração da televisão linear para a digital, provando o sucesso e a credibilidade da RTP Play, sucesso que já devia ter tido antes de Pôr do Sol.
A dimensão do sucesso mede-se também por ter sido a primeira série em Portugal a ser vítima de cibercrime. Podes falar sobre isso?
O que aconteceu, confesso, enche-nos de muito orgulho. Na medida que era bom o suficiente para a malta querer piratear para ver os últimos cinco episódios antes de toda a gente. Foi muito estranho, mas basicamente o que aconteceu foi uma fuga, não da segurança da RTP Play, mas de outro servidor, que fez com que alguém tivesse conseguido entrar no pré-carregamento desses episódios. Imediatamente a coisa foi sanada... Apesar de ser uma coisa condenável, é ao mesmo tempo sinónimo de não se aguentar a expectativa. Isso é espetacular! Ficámos assustados e ao mesmo tempo maravilhados.
Na série ou no filme, alguma vez pensaram: “Não, isto já é demais. Não vamos por aí”?
O nosso processo criativo parte de uma zona de extrema e bruta sinceridade. Por causa de o Pôr do Sol ter começado na pandemia e em reuniões Zoom, continuamos a reunir exclusivamente dessa forma. Uma regra sempre respeitada foi a de não fazer bullying com ninguém. Outra regra foi a de não cair, ou tentar não cair, na piada simplista ou brejeira. Sabemos que se dissermos cocó e xixi isso vai ter muita graça para muita gente, mas para nós não tem. A regra era achar que algo estava bom e que nos divertia. Num processo a três, ou a quatro com a Andreia [Esteves] para controlar as nossas ideias estapafúrdias, houve vezes em que dissemos que algo fugia ao padrão ou não tinha graça. Até conto mais, no filme fizemos uma leitura de argumento com o elenco todo, no Teatro Villaret, e depois houve piadas que saltaram fora.
O que se passa atualmente nos EUA, com os guionistas e com os atores em greve há vários meses, pode alguma vez acontecer em Portugal?
Vou dar a minha opinião, e como tal, é uma visão muito pessoal. É uma ilusão falar desse tipo de problemas em relação a uma realidade tão pequena como a nossa. É um problema de escala, mesmo. Temos uma cinematografia que é órfã, até um certo ponto, de uma identidade. A única cinematografia claramente portuguesa, digna de ser assinalável, é a do cinema de animação. O cinema de animação português tem cartas dadas em todo o lado, é reconhecido além-fronteiras pelo seu estilo, pelo seu cunho, pelos seus temas e pela sua execução técnica. O cinema português está indubitavelmente ligado à cinematografia do Manuel de Oliveira, que em si mesmo encerra uma portugalidade muito, muito importante. Sem o Manuel de Oliveira e sem o Paulo Branco, enquanto produtor, não existia cinema em Portugal. É o que é, e está tudo bem. O cinema português é um animal aflito, temos fantásticas realizadoras e realizadores, mas que lutam pelo mínimo reconhecimento nalguns festivais. E ainda bem que, até um certo ponto, continuamos a apoiar obras de autor, porque de outra maneira não existiriam. Quando se começa a discutir entre cinema de autor e cinema comercial, a discussão é tão estúpida e tão pouco produtiva que é a prova da nossa falta de escala. O cinema de autor precisa de existir, e precisa de ser financiado através do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual) com mais dinheiro, porque de outra forma não sobrevive, desaparece engolido por interesses económicos que não batem certo com o tipo de filmes que existe. A Salomé Lamas não vai querer encher salas do Colombo, o Duarte Coimbra também não, o João Salaviza também não. Não é esse o objetivo, está tudo bem, e ainda bem que não é.
Por causa desse problema de escala, a indústria está na televisão e está nas novelas. Enquanto nos pusermos em bicos de pés armados em elite cultural, que não existe em Portugal... A elite diz que as novelas são uma porcaria, claro que são, mas elas é que têm o público. Se ao público chegassem filmes que se pagassem a eles mesmos comercialmente, e não dependessem de dinheiro do Estado, não havia essa guerra que perante migalhas vira malta do cinema contra malta do cinema. O que é ridículo e não faz sentido absolutamente nenhum.
Com o advento das plataformas de streaming, temos outro problema de escala. Achamos que a Netflix vai entrar em Portugal e vai resolver todos os nossos pecados. Não vai! Não vai acontecer. Por toda a Europa, com a entrada da Netflix, o que aconteceu foi que as televisões estatais reforçaram a sua aposta na ficção porque são a alternativa ao standard.
Acho que a greve é absolutamente fulcral e fundamental perante todas as ameaças que o nosso métier está a ser alvo, não só pela Inteligência Artificial, mas por todas as outras coisas e todos os outros atentados, como os milhões e milhões a engrossar grupos económicos. E estamos a falar nos EUA, onde pouco dinheiro para um ator é muito dinheiro para qualquer ator português que ainda está a batalhar para ganhar 300 euros por sessão. Teremos algum dia um problema semelhante em Portugal? Quem me dera, isso seria sinal que tudo o resto funcionou. Neste momento, as pessoas não se respeitam umas às outras porque não há sequer um sindicato organizado. Eu pertenço ao sindicato do CENA-STE [Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos], mas as minhas preocupações sindicais são outras que não as dos atores. Os atores e as atrizes devem estar protegidos. A fraca qualidade das novelas só pararia um dia se todos nós, mas sobretudo atores e atrizes, disserem “já chega”. Já chega, não queremos uma novela sobre um cavalo que custa 7 milhões de euros, com empregados de libré, uísque a dar com um pau e uma escadaria.
Depois de Pôr do Sol, o que se segue?
Férias! Continuamos com muita vontade de trabalhar juntos, mas precisamos de um intervalo. Somos muito amigos, mas gostávamos também de o ser além do trabalho. Mas já temos três ou quatro projetos alinhavados, uns já apresentados, outros por apresentar, que queremos que aconteçam mais cedo ou mais tarde. Este advento de Pôr do Sol foi inacreditável, mas gostávamos de ser aqueles tipos que fazem uma nova série que vem com o cabeçalho "Dos mesmos criadores de Pôr do Sol". Se pudermos chegar aí, está ganho. E se puder ser com a voz do senhor que faz anúncios do Pingo Doce, para mim ainda melhor.
O que estás a ver neste momento?
A rever duas séries, Atlanta e o The Office norte-americano. O britânico vou lá, de vez em quando, quando tenho dúvidas sobre a matéria; em relação ao norte-americano é porque acho o Steve Carell inacreditável e o Dwight vai ficar sempre no meu coração. Só não o tatuo porque houve alguém que se antecipou e tatuou o Rui Melo numa coxa. Sim, com um copo de uísque e a frase "só sinto ódio e tusa".
Por Rita Sousa Vieira