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Nova música em destaque:
ARTIGO - Nova música em destaque: 10 nomes para ouvir em 2026ARTIGO - Nova música em destaque: 10 nomes para ouvir em 2026

 

De Lisboa a Manchester, de Braga a Los Angeles. Dos palcos pequenos a festivais internacionais, desta lista para a tua playlist. 10 nomes para ter no radar, a marcar o agora e a desenhar o que vem a seguir.

 


Mães Solteiras

 

Vamos ser breves, o disco de estreia da banda que junta Quim Albergaria, André Henriques, Ricardo Martins e Pedro Cobrado, é direto ao assunto: 13 canções curtas, gravadas sem rodeios, que olham para o presente com urgência e sem filtros. O álbum atravessa temas como a precariedade, a crise da habitação, a saúde, a guerra ou o populismo. Feito por quatro músicos com mais de 40 anos, o disco soa menos a nostalgia e mais a necessidade.

O que ouvir: Vamos ser breves

 


 

Travo

 

O quarteto de Braga tem vindo a ganhar espaço no panorama da música alternativa portuguesa. Formados em 2015, os Travo foram encontrando o seu lugar entre o experimental e o garage rock, até chegarem ao psicadelismo que hoje define discos como Sinking Creation (2022) e Astromorph God (2023). O reconhecimento chegou sobretudo através dos concertos, com digressões europeias, presença em festivais como Eurosonic ou Trans Musicales e uma sessão ao vivo para a KEXP.

O que ouvir: Astro Disco

 

 

Bad Tomato

 

Vindos de Lisboa, os Bad Tomato cruzam ritmos urbanos com a urgência do post-punk, num som pensado tanto para o choque como para a pista de dança. O projeto nasce de Manuel Casanova, vocalista e guitarrista que trocou uma década nos bastidores enquanto filmmaker em digressão com grandes nomes internacionais por uma banda formada com amigos de infância, juntando Jantonio Silva e Miguel Albino. Depois do EP de estreia BARK (2024), distinguido nos Novos Talentos FNAC 2025 com o tema No Fun, a banda editou BITE em 2025.

O que ouvir: No fun

 

 

Libra

 

LIBRA cruza hip-hop, R&B e soul numa escrita direta e assumidamente pessoal. Depois do EP Sleepwalker (2021) e de vários singles, editou em 2025 o álbum de estreia Everyone’s First Breath, um disco centrado na experiência de ser mulher e na afirmação da identidade. O seu percurso ganhou novo fôlego com a atuação no NOS Alive 2025, onde apresentou Purity e foi escolhida pelo público para representar Portugal no Grassreuts 2026. O mesmo tema valeu-lhe uma Menção Honrosa nos Novos Talentos FNAC 25, confirmando a atenção crescente em torno do projeto.

O que ouvir: Everyone's First Breath

 


 

Maruja

 

Manchester volta a dar-nos mais uma banda para seguir de perto. O álbum de estreia Pain to Power foi gravado no Low Four Studio e produzido por Samuel W Jones, com quem os Maruja já tinham trabalhado nos três EPs que antecederam a estreia em longa duração. Movem-se entre o punk, o jazz, o hip hop e a experimentação, num som que resiste a rótulos fáceis. O crescimento tem sido acompanhado por salas cada vez maiores, concertos esgotados no Reino Unido e passagens por festivais como Glastonbury ou Green Man. Se ficaste triste com o cancelamento da banda na última edição do Vodafone Paredes de Coura, mete na agenda: atuam a 24 e 25 de maio no M.OU.CO., no Porto, e a 26 no LAV, em Lisboa.

O que ouvir: Pain to Power 

 


 

The Marías

 

Os The Marías começaram por ser um segredo bem guardado da cena alternativa de Los Angeles, mas há muito que deixaram essa escala para trás. A banda norte-americana, liderada por María Zardoya — cantora de raízes porto-riquenhas — e pelo produtor e baterista Josh Conway, construiu um universo sonoro próprio onde cabem pop psicadélica, jazz, R&B, soul e influências latinas. Canções como No One Noticed ajudaram a transformar um projeto inicialmente de culto num dos nomes mais consensuais do indie pop contemporâneo.

O que ouvir: Cinema

 


 

Florence Road

 

Vindas de Wicklow, na Irlanda, as Florence Road chegam ao NOS Alive ainda antes do primeiro álbum, mas já com um percurso que explica o entusiasmo à sua volta. O quarteto, liderado por Lily Aron e completado por Emma Brandon, Ailbhe Barry e Hannah Kelly, soma mais de um milhão de seguidores e uma mixtape de estreia, Fall Back, onde cruzam indie rock, grunge e alt-pop em canções que oscilam entre o íntimo e o explosivo. A atenção de publicações como a Rolling Stone ou a NME ajudou a acelerar o crescimento, tal como uma série de temas que circulam com força nas plataformas digitais. A estreia em Portugal acontece a 11 de julho de 2026, no Palco Heineken do NOS Alive, num dia que junta nomes como Florence + The Machine, Pixies ou Lorde.

O que ouvir: Fall Back

 


 

Addison Rae

 

Durante muito tempo vista apenas como um produto da era TikTok, Addison Rae acabou por dar a volta ao guião e afirmar-se como uma artista pop com identidade própria. Natural do Louisiana, a artista norte-americana editou em 2025 o álbum de estreia Addison, um disco de pop etéreo e dançável que cruza referências da R&B à club music. O reconhecimento veio tanto da crítica como de outros artistas, com elogios públicos de nomes como Charli xcx. Apostamos que já ouviste os singles Diet Pepsi ou Headphones On.

O que ouvir: Addison

 

 

Sombr

 

Natural de Nova Iorque, o cantor e compositor norte-americano editou este verão o álbum de estreia I Barely Know Her, um disco de 10 temas escrito por inteiro pelo próprio e produzido em parceria com Tony Berg, nome histórico da pop e do rock alternativo, com singles como back to friends, undressed ou 12 to 12 que nasceram no TikTok mas rapidamente ganharam vida própria fora das redes. Sombr é um daqueles casos: a Internet abriu-lhe a porta, mas a música acabou por fazer o resto.

O que ouvir: I Barely Know Her

 

 

Chalk

 

Formados em Belfast em plena pandemia, os Chalk nasceram do cruzamento improvável entre a cena eletrónica da cidade e a nova vaga de bandas de guitarras de Dublin. A reputação ao vivo do projeto de Ross Cullen e Benedict Goddard — descrita pela BLITZ como “a grande surpresa” do segundo dia do SonicBlast — espalhou-se depressa, com digressões esgotadas no Reino Unido e na Irlanda e convites para fazer as primeiras partes dos concertos dos Fontaines D.C., IDLES ou Sprints. Com contrato assinado com a nova-iorquina Alter Music, a banda prepara agora o álbum de estreia.

O que ouvir: Conditions

 

Por Rita Sousa Vieira

 

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