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Selma Maria Coxilha aos oito anos recebeu um diário como presente de aniversário e começou a preenchê-lo com as pequenas coisas boas que queria recordar no futuro. No quarto dia, a mãe bateu-lhe por uma má, infantil ou até ofensiva resposta e Selma calou-se e deixou as palavras presas, com medo de que alguém as lesse.
Aos 33 anos, decidiu libertá-las.
Mãe de Merda, a sua estreia literária, é a coragem em forma de confissão. "Porque a “mãe de merda” não é só a dela, é também a tua, e eu, e tu, e todas as que vierem a ser mães. Porque só quem se questiona e, por vezes, se sente uma merda é que prova não ser verdadeiramente uma mãe de merda.
A melhor mãe do mundo é sempre aquela que ainda não tem filhos."
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