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Baltazar de Noronha, o banqueiro que um dia controlou ministros, jornais e fortunas, vê-se agora julgado pelo colapso do seu império financeiro e pelo impacto devastador que deixou na vida de milhares de pessoas. Enquanto o país assiste, dividido entre a sede de condenação e o ceticismo, o juiz Luís Azenha enfrenta o dilema moral de quem sabe que a verdade nem sempre cabe nos autos. A sua sentença, juridicamente correta, revela-se fria diante da dimensão humana da culpa.
Entre as memórias falhas de Baltazar — já prisioneiro de uma demência incipiente — e a lucidez dolorosa dos lesados que perderam tudo, este é o retrato de um país onde a aparência pesa mais do que a justiça, e onde a redenção é, muitas vezes, um luxo tardio.
Inspirado em factos públicos, A Última Memória de um Banqueiro, da Juíza-Secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, Eliana de Almeida Pinto, expõe o lado invisível do poder e das consciências: a queda de um homem que esquece os próprios pecados e o fardo de um juiz que nunca os poderá esquecer.
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