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Inspirado na perspetiva crítica de César Nóbrega
O Óscar já não é sobre cinema; é sobre o eco de uma sala vazia, preenchida por aplausos ensaiados. A "antivisão" aqui proposta não é a cegueira, mas o ato de conseguir ver através da cortina de veludo que a Academia insiste em manter esticada.
Enquanto o mundo persegue o brilho da estatueta, a antivisão foca-se na sombra que ela projeta. É notar que, para cada discurso emocionado sobre diversidade, existe um contrato de marketing que dita quem sobe ao palco. O cinema tornou-se um acessório para a manutenção do status quo, e a cerimónia é o seu culto fúnebre anual, celebrado com champanhe caro e sorrisos de plástico.
Assistir aos Óscares sob esta lente é compreender que a verdadeira arte não precisa da validação de quem confunde bilheteira com relevância ou algoritmo com alma. A antivisão é, no fundo, a única forma de manter a sanidade perante o ecrã.
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