

O presente trabalho surge na sequência de uma missão em nome dos Médicos do Mundo/Médicin du Monde, no Afeganistão do pós guerra (2002).
Num país devastado por vinte e três anos de guerra, clausura e seca, a diversidade cultural, linguística e étnica sublimam a singularidade de um povo que emergiu de uma força comum.
Dos caminhos de Herat a Chaghcharan (capital da província de Ghor), da vivência diária nos campos de refugiados, à reconstrução física de um Hospital, 6 meses de trabalho humanitário permitiram captar momentos e olhares, efémeros, mas plenos de verdade. Por trás das paredes, das burqas, das mesquitas, e de tantos lugares “proibidos” ficam as palavras que as objectivas não podem ainda focar.
Este trabalho pretende ser um documento de vivências que espelham a preserverança de um povo face às adversidades de uma quasi existência.
Ana Luísa Rego, nasceu em Cinfães em 1974, médica de profissão, fotógrafa amadora desde 1999, tendo-se dedicado sobretudo à fotografia documental de viagens. Efectuou curso de iniciação à fotografia no espaço T no Porto.














