Downloads: pirataria ou promoção / divulgação?
Por Pacman - Da Weasel
Infelizmente, ou não, como autor português que sou, se tivesse que optar apenas por uma e só uma das catalogações atribuídas, escolheria certamente a última. A verdade é que os discos são extremamente caros não havendo razões suficientemente credíveis que o justifiquem. Desde os impostos praticados (injustos) até aos preços escolhidos por editoras e retalhistas (gulosos). O álbum “Re-Definições” dos Da Weasel vendeu perto de 90 mil cópias e eu tenho vergonha de dizer o quanto ganhei de royalties referentes ao mesmo. Quem é que são os verdadeiros artistas? Não somos nós, certamente. Haja concertos. Para mim, pirataria é fazer cópias de cds e dvds e vendê-los em feiras: quanto a isso acho que se pode e deve fazer muito mais do aquilo que as autoridades competentes têm feito. E não tenho pena nenhuma de quem por isso for sancionado. Quanto aos downloads, temos pena, mas desde que ouço música que me lembro de a partilhar com os meus amigos – de vinil para cassete, de cassete para cassete, fazendo as mesmas mix-tapes que hoje em dia faço no meu iPod. Como tudo o resto, as coisas evoluíram muito rapidamente. Só tenho pena que as editoras não tenham aberto a pestana mais cedo em relação aos downloads legais, e muito boa gente – sempre o mexilhão – ande a perder empregos à pala disso. Hoje em dia, 80% dos discos que compro são adquiridos através da Music Store do Itunes: pelo preço, pela comodidade e porque simplesmente muitas vezes o cd físico não oferece uma mais-valia para além da música. Desde que os downloads legais apareceram que deixei os outros de parte. Mas não tenho moral para criticar quem o decida fazer: há-de haver uma boa parte dessas pessoas que realmente gosta da música e não tem meios para a comprar, sendo tão fã ou mais que os outros.
sou contra a Pirataria, e defino-a da mesma maneira que o Pacman,
sou um verdadeiro fã da verdadeira musica,
e a melhor maneira que eu acho credível para compensar os artistas é assistindo aos seus concertos e aplaudindo-os. Não saco/baixo musica ilegalmente. Ouço a musica que quero e que me convém pelo YouTube, já pagamos bem para poder obter Internet nas nossas casas. Também ouço pela radio, as empresas de publicidade já pagam o suficiente e como consumidor que sou sempre dou uma ajuda para esses...
Sou contra as rádios piratas, conta as cabos e TV's piratas, contra a net pirata e contra a venda de pirataria... mas não julgo aqueles que o fazem por necessidade.
fiquem bem
Sou defensor da música e dos artistas, não dos gananciosos que querem ganhar dinheiro à custa dos artistas e do Zé Povinho.
Tenham a coragem de assumir e mostrem porque é que temos de pagar 17 ou 18€ por um cd com 15 ou 20 músicas, e depois poderemos conversar sobre tudo o resto...
Neste contexto e dado que qualquer um desses agentes económicos nunca existiria sem @s autores parece-me bastante importante que o publico em geral tome a consciencia de decidir comprar os trabalhos dos autores livres de editoras/distribuidoras, quando chegar esse dia, certamente todos terão o beneficio equilibrio necessário ao valor justo do trabalho/aquisição sem perdas de recursos em espaços hibridos.
Penso que é uma questão de união dos autores e divulgação destes prepositos, e o publico aceitará, porque o vinculo que se mantem entre publico/autores provém da criação artistica.
Exemplos como radiohead entre outros são pilares para o desenvolvimento deste assunto urgente, assim como sites como o cdbaby.com, onde a distribuição é feita directamente pelos autores/artistas ao publico sem intermediarios, o que favorece a todos em termos de qualidade/preço/e oferta diversificada.
Um abraço a tod@s
Cristiana
a que considero mais importante, é que a cultura deve ser para todos e nao so para quem a pode pagar. cultura so para os ricos nao é digno do sec XXI.
segundo, é uma questao de vantagem para os musicos. tirando raras excepçoes, a partilha de musica ajuda a passar a mensagem de um artista e ajuda na sua divulgaçao. isso leva a que mais gente os conheça e os queira ver, logo abrem-se novas oportunidades de tocar ao vivo, que é a principal fonte de rendimento da grande maioria dos artistas.
tambem é uma questao social. lembro-me bem do tape trading. onde se trocavam cassetes e abriam-se novos horizontes. conheci centenas de bandas atraves do tape trading (tinha uma zine underground com uns amigos onde falavamos com pessoas do mundo inteiro e se trocavam ideias, musicas e opinioes). essa partilha permitiu-me ter conhecimento de varios tipos de pensamento, de musica, de cultura.
finalmente, o preço abusivo a que os cds/dvds sao vendidos. é uma vergonha um cd que custa abaixo de 1€ a ser feito, ser vendido a 15€-20€. quando procurei preços para ediçoes profissionais, recebi um orçamento que começava nos 1000 cds a 1,37 cts por unidade (cd e booklet a cores)e baixava o preço por unidade conforme aumentasse a numero a ser reproduzido. isto sem ter contratos permanentes com a empresa. a quanto fica para uma editora que produz às centenas de milhar? e sao vendidos a 15€ minimo? isso sim é pirataria no verdadeiro sentido da palavra.
eu partilho tudo o que gravo. está em meu nome e faço o que bem entender com o meu esforço. e posso dizer que me deu um enorme orgulho, quando vi comentarios de pessoas de varias partes do mundo a dizer que gostavam do meu trabalho, a dar-me os parabens e força para continuar.
prendam quem faz dinheiro com o trabalho dos artitas, quem ganha dinheiro a vender o que nao têm direito de vender, mas penalizar quem apenas quer conhecer ou simplesmente nao pode pagar? nao concordo

