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A&J
Fotografias de José Carlos Duarte - Menção Especial NTFF 2008

SINOPSE

O António e a Joana (A&J) apaixonaram-se na noite de S. João, no Porto. Dois anos mais tarde, no mesmo dia, casaram-se. Não queriam fotógrafos de casamento profissionais, contavam com os amigos para fazer a cobertura deste acontecimento. Joana, a noiva, pediu ao José, o amigo, que usasse “aquela máquina que faz fotografias quadradas”.

Esta experiência resultou num trabalho de 21 fotografias que se afastam intencionalmente do registo tradicional das reportagens de casamento, esboçando só ligeiramente o acto cerimonial. Os símbolos populares das festas de S. João, que decoravam o local, são evidenciados de modo a remeter para o passado dos noivos – as circunstâncias em que ambos se conheceram.

COMENTÁRIOS
Carla Ribeiro
2008.11.28

Muitos Parabéns... Tu és Lindo Zé.
Beijocas
  
Augusto Ferreira
2009.11.12

Não compreendo como tais imagens tenham conseguido tal destinção, pensava que uma instituição como a FNAC teria mais cuidado nas escolhas dos books enviados.

Produção de imagem terrível mesmo para telemóvel, motivo e coerência inqualificáveis.

Ainda lembrando antigas imagens aqui premiadas, que nada tem a ver com fotografia, pois são arte plástica em que o meio apenas foi a maquina fotográfica, não quer dizer que seja fotografia.
Para quem fotografa todos os dias isto é um verdadeiro ultraje. Seja essa pessoa apenas amante de fotografia, estudante ou profissional.


José Carlos Duarte
2009.12.14

Olá Augusto. Quanto ao facto de não compreender a atribuição da "destinção", lamento não poder esclarecê-lo mas poderá sempre informar-se junto do júri. O regulamento não refere "books" (usado para fotografia de moda, etc), por isso enviei um trabalho específico sob a forma de portfolio, seguindo um tema coerente e uma linguagem que o pudesse subverter para além do habitual.

Pelo que presumo, não viu a produção do trabalho ao vivo. E, não, não usei um telemóvel. Para mim, a técnica não se pode sobrepor à mensagem de nenhum trabalho fotográfico e muito menos justificar sozinha a qualidade de um trabalho. Não me preocupa particularmente fazer decoração de interiores; isso seria muito fácil e há muita gente que dedica o seu trabalho a essa área.

Quanto à coerência, discordo de si. E se considera uma reportagem de casamento como sendo um "motivo inqualificável", aí já estou mais de acordo. Daí a abordagem pessoal ao tema que decidi usar, como forma de contornar esse meu (e seu) preconceito.

Os limites que está a querer impor à fotografia são infelizmente um mal generalizado. Mas há muitas outras pessoas a pensar de forma diferente. Se é "arte plástica" ou outro qualquer rótulo, isso não vou discutir.

O facto de pensarmos de forma diferente deverá ser um bom motivo para ambos aprendermos alguma coisa. Não sou nem amante, nem estudante, nem profissional da fotografia. Para mim é uma necessidade e faz parte de mim. Fotografo todos os dias, constantemente, mesmo que raramente ande com uma máquina atrás...

Obrigado pelos seus comentários.