Desde a sua criação que a FNAC deve a vocação marcadamente cultural à relação com a fotografia. Já no início do século XX se falava da fotografia enquanto fenómeno social, utensílio democrático de reprodução da realidade e como antecipação da tendência iniciada pelo movimento Pop, que, nos anos 60, veiculou as ideias de arte popular e da cultura de massas. No seu papel de "agitador de mentalidades", a FNAC abraçou a ideia dando-lhe vida nos seus espaços.
Antecipando a abertura na Europa de galerias privadas, de museus consagrados à fotografia e a criação de festivais e bienais, os fundadores da FNAC, Max Théret e André Essel, juntaram à venda de material fotográfico a organização de exposições, debates e ateliers promovendo o encontro entre o público e os fotógrafos. Com a primeira exposição fotográfica realizada em 1969, em Paris, a FNAC tornou-se na primeira empresa a integrar eventos culturais no dia-a-dia das suas lojas e a apoiar a carreira de artistas consagrados e de novos talentos. Em Portugal, a primeira galeria de fotografia FNAC surgiu, em 1998, na FNAC Colombo e foi inaugurada com um dos maiores nomes da fotografia mundial – Sebastião Salgado. Por lá passaram, desde então, vários fotógrafos prestigiados, como Dorothea Lange, Inge Morath e Man Ray.
Actualmente existem, em Portugal, 16 galerias de fotografia FNAC, que ciclicamente recebem os mais conceituados fotógrafos internacionais – Henri Cartier-Bresson, Werner Bischof, Eve Arnold, Raymond Depardon, Cornell Capa, Bruce Davidson, Elliott Erwitt, Erich Hartmann, Ernst Haas, Eugène Atget, George Rodgers – e nacionais – Joshua Benoliel, António Júlio Duarte, Bruno Santos, Alfredo Cunha, José Maria Pimentel, Paulo Nozolino –, assim como fotógrafos emergentes, alguns dos quais distinguidos com o Prémio Novo Talento FNAC Fotografia – Pedro Guimarães, Francisco Kessler, António Lucas Soares, João Margalha, Vergílio Ferreira, Nelson D’Aires, Inês D’Orey.
As exposições de fotografia FNAC acolhem várias gerações de fotógrafos e proporcionam aos visitantes uma programação ecléctica, assente no respeito pela diversidade cultural e livre da tirania de classificações “repentistas”.












